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sábado, 9 de fevereiro de 2008

*Parque de diversões*

O Carnaval passou rápido.... bom pelo lado dos tamborins terem acabado bem ligeiro e ruim pelo feriado também ter ido embora.

Isadora puxou pra mãe e mostrou que realmente não gosta de Carnaval. Fez o maior berreiro na matinê e não houve santo que a fizesse ficar no salão. Conclusão: fomos todos pro parque, onde ela se divertiu até não poder mais... Destaque para a brincadeira preferida dela e do Biel: destruir os castelos de areia das outras crianças... lindo não?



Aliás, Isadora está terrível. Em vários aspectos.... Miacabo com certas mães que postam que o filho é lindo, educado, obediente, simpático... praticamente um robozinho, de tão perfeito! De que comercial de margarina será que ele foi raptado?

A Isa não é assim não. Aliás, ultimamente, anda me tirando do sério principalmente na hora das refeições. Se algum dia eu quiser torturar alguém, vou colocar pra alimentar a minha filha, sobretudo no almoço.

Outro dia eu estava falando com a Mítia sobre isso e ela ficou horrorizada quando eu disse que, basicamente, a Isadora se alimenta de vento...risos... mas é verdade.

O problema dela não é qualidade. Ela come de tudo. Frutas, verduras e legumes. Adora uma beterraba e um “bóloquis” (brócolis).... Claro que ela é chegada num miojo, batata frita, chocolate e sorvete (e isso não precisa insistir pra ela comer), mas o problema é a quantidade. Às vezes 3 colheres são uma vitória.

Hoje por exemplo, fomos no shopping e almoçamos massa. Ela adora macarrão, maaaaas, quando o prato chegou, ela olhou com cara de nojo pra ele. Eu quero morrer com isso!

E é um tal de “eu não quero”, “eu não vou comer”, e similares, que sinceramente, eu perco a paciência. Desisto. E já aviso que se não almoçar, vai ficar sem comer até o jantar. Nada de frutinha, mamá ou balinha.

Depois de mais algumas tentativas, o pai conseguiu que a criancinha engolisse algumas garfadas de macarrão e picanha...

Mas cansa. Cansa todo dia travar essa luta no almoço e na janta (quando ela não vai pra escola, porque se ela vai, ela come que dá até nojo, pode?). E eu aceito sugestões. Por favor.=[

***************

A batata que a Liliany me passou, o Jogo da Bolsa. Eu já fiz uma vez, com a minha e a da Isa, quando ela ainda era bebê, e agora repito as duas:

A minha: uma bagunça só!



Tem agenda, carteira, carteira de documento do carro, porta-moedas, lencinho de papel, Sorine, chupeta, chave do carro, chave de casa, pendrive, óculos de sol, celular, mini creme e mini splash de pêra, chiclete de melancia, piranha de cabelo, caneta, cafiaspirina e uma papelada do cara**, que não tem a menor utilidade!!!=I

A da Isa: bolsa de perua!



Tem óculos de sol, chave do carro(?!), maquiagem, celular (tudo rosa, claro!), dinheirinho (de mentira) e um papelzinho...

To com preguiça de pensar, então quem quiser pega a batata aí...

***************

Pra terminar, a última da minha filha: hoje de manhã, a Isa foi correndo no meu quarto, pedindo pra fazer xixi. Fui lá no banheiro com ela e quando abaixei o pijama, vi que tinha esquecido de colocar a fralda noturna, e ela continuava sequinha!=]

Vida de mãe é assim, uma montanha russa... tem horas que estamos lá embaixo, e tem horas que vamos às alturas...;)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

*Qualéqué?*

Nesse final de semana, andei refletindo qual é a do meu blog. Ele já completou 4 anos de vida, em novembro do ano passado... Começou sem nenhuma pretensão (quando eu digo isso, quero dizer que não esperava que ninguém lesse), apenas como válvula de escape pra minha ansiedade com relação à ICSI, já que naquela época eram raríssimos os blogs sobre esse assunto.

Aí, outras futuras mães que viviam a mesma situação começaram a visitá-lo, a fazer parte do meu cotidiano internético. Fiquei grávida. E essa rede de “pacientes leitoras” aumentou praquelas também que estavam tentando engravidar, ainda que naturalmente, estavam grávidas ou já tinham bebês.

Fiz muitas amigas queridas. Algumas virtuais, (que um dia vou conhecer pessoalmente), como a Trícia, a Liliany, a Denise, a Ana, a Fabiana e tantas outras....

Já tive a honra de conhecer algumas pessoalmente, como a Rêca, a Pri, a Laila, a Rejane (e hoje vira e mexe marcamos alguma bagunça de blogmães e blog filhos), a Patrícia (que veio pra cá com Djem e Tammer made in UK), a Carlinha, a Simone, a Olívia...

Além disso, o blog é a oportunidade de parentes e amigas (como a Paulinha, a Gamis e a Audrey), que moram a quilôôômetros de distância, continuarem a “conviver” com a gente...

Mas eu acho engraçadíssima a postura de algumas pessoas com “essa coisa de internet”... pra muita gente fazer amizades virtuais como eu fiz é simplesmente impensável, um risco ou sei lá o que... quem não vive a realidade de ter um blog (joga no google pra ver a quantidade de blogmães do mercado), ou visitar sempre um, acha que isso é o fim do mundo. Uma coisa tipo superexposição da minha figura, talvez com um significado freudiano....

Quando eu conheci a Pri, ela me contou que o pai dela morria de medo dessa história de blog, afinal, alguém podia reconhecer o Juca (tudo bem que foi exatamente assim que nos conhecemos hehehe)...

Um dia ela passou a tarde numa fila do TRE com Juca aprontando. Umas semanas depois, ela estava em algum lugar e uma moça perguntou se ele era o Juca. Ela apavorada, respondeu que sim, já pensando que o pai tinha razão... Quando ela perguntou de onde ela o conhecia, a moça respondeu que da fila do TRE.

Pois é. Nós nos submetemos à "superexposição" pelo simples fato de saírmos de casa, andarmos na rua ou frequentarmos algum lugar específico. Se eu for pensar por este lado, eu vou ter agorafobia. Claro que os cuidados básico de segurança internética são devidamente tomados (bloqueio de cópia de fotos, nada de nomes ou endereços ou citação de locais identificáveis ou telefones... mas isso acho que nem precisa falar, de tão óbvio, né?), que eu não sou doida.

Agora... se eu falo no blog o que eu acho ou deixo de achar, o que eu vivo ou deixo de viver, simplesmente o faço porque aquele ali se tornou meu lar virtual. Aliás, até bem pouco tempo atrás as pessoas “reais” não sabiam da existência dele, mas me dei conta que era uma besteira bem grande não deixá-lo (ainda mais) público. Quem me conhece, é o suficiente pra ler talvez a mesma coisa que viveu comigo ou eu falei no final de semana.

Claro, cada um é cada um. Tem gente que come peixe podre e diz no blog que comeu caviar, que enfeita a vida como se fosse uma grande árvore de Natal, pra mostrar pra todo mundo uma realidade que gostaria de viver.... mas se a pessoa faz isso virtualmente, faz isso no mundo real também, certo?

Então, o motivo da existência desse blog é simples: é registrar todos os momentos da vida da Isadora. Até quando? Não faço a mínima idéia... Afinal uma pessoa verborrágica como eu não é fácil calar....;]

E se às vezes os momentos da minha vida também ficam registrados no blog, paciência. Isso é um efeito colateral. Eu sou mãe da Isadora e nossas vidas estão interligadas. Pra sempre.

Pronto. Assunto encerrado!=]

Depois eu volto com as fotos do aniversário do Biel, a volta às aulas e as pérolas da Isadora no final de semana...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

*Quase Natal*

Semana corrida, tempo voando e o Natal batendo na porta....

Por aqui já entramos no clima e decoramos a casa, com direito a guirlandas, meias, bonecos de neve e calendário com chocolate... A árvore não é assim uma Brastemp, é pequenininha, mas ficou uma belezinha depois de enfeitada... eu coloquei as bolas, Isa ajudou com os lacinhos e o pai finalizou com o pisca-pisca.

Aliás, o calendário é uma atração à parte... cada dia tem um "bolsinho", onde eu enfiei uma moeda de chocolate, que a Isa adora, e expliquei que é pra comer uma por dia, pra contar quantos dias faltam até o Papai Noel chegar... Bom, hoje na hora do almoço, tinha pelos menos umas 3 faltando...=I





Isadora está simplesmente encantada com a proximidade do Natal! Desde as decorações (seja das ruas, dos shoppings ou a de casa mesmo - "liga a luzinha!"), até a ansiedade do Papai Noel chegar...

Eu queria muito que o Papai Noel trouxesse o presente em casa (afinal colocamos tantos enfeites pra ele não errar!), na noite de Natal, que vamos passar nos meus sogros. Planejei fazer uns biscoitos pro velhinho, com ajuda da Isa, pra deixarmos perto da árvore, afinal a viagem dele é tão longa.... e quem sabe, se ele achar que a Isadora foi uma boa menina, deixar a tão esperada "bilisketa" pra ela...

Mas estamos tendo uma pequena controvérsia, porque o Marido acha que o Papai Noel tem que dar pessoalmente, à meia-noite, lá na casa dos pais deles. Eu já acho que perde a graça.

Lembro que quando era criança, sempre passava a noite de Natal na casa de parentes ou amigos dos meus pais, e não via a hora de voltar pra casa e ver se o Papai Noel tinha passado por lá... Adorava ver a janela entreaberta e o presente ao lado da minha cama... Era muito mágico! Eu ficava lá, quebrando a cabeça pra tentar descobrir como e que ele tinha conseguido entrar...

Então, não vejo a menor graça em chegar e "tó o presente", mesmo sendo das mãos do bom velhinho.... não vejo mesmo. Pra quê enfeitar a casa inteira, se o Papai Noel tem GPS e entrega o presente onde a criança estiver? Não gosto da idéia, pronto.=[

Mudando de pato pra ganso, Isadora está briguenta e encrequeira que só ela... Agora é um tal de "é meu", "não dou", e por aí vai...

Não quer emprestar os brinquedos dela, mas quer pegar os das outras crianças, o que é encrenca certa. Falo, explico, argumento, e ela finge que não entende.

Aí ontem, ela veio se queixar que o Biel tava com não sei o quê, e eu só respondi: "Não vou mais interferir nas suas brigas. Resolva sozinha".

Dez segundos depois eu ouço o Biel chorar e ela correr pra mim: "Peguei, mamãe!". Hum, não era bem o que eu tinha em mente...

Tudo bem que a relação deles é entre tapas e beijos (no sábado eu morri de rir com eles... Os dois brincando, e o Biel foi no banheiro fazer cocô. Eu só ouço a Isa do lado de fora: "Biel? Cabô? Quando você acabar você me chama pra eu limpar, tá???" kkkkk... fiquei tentando imaginar a cena... risos... ela falou o que eu falo pra ela....), mas será que ela não pode ser menos chiliquenta um pouco?

Sem falar na malcriação. Eu falo, ela retruca. Outro dia disse que não gostava de mim, só do pai. Eu respondi que tudo bem, que também não gostava dela e que ia arrumar um nenê só pra mim (tá, eu sei que foi pedagogicamente incorreto, mas eu não sou perfeita).

Isadora abriu um berreiro e só parou quando eu falei que gostava dela. Agora ela fala que gosta do papai, da mamãe, da vovó, da Zamin, do Funcho, da Natasha, até da Mirella....risos...

Como dá pra perceber, a fase atual continua complicada... e às vezes fico meio sem forças contra ela... affff!!!

Mas agora dá até gosto de ver a pequena brincar... quando está com outras crianças (se não estiver brigando, claro), ela participa, mergulha mesmo na brincadeira... quando está sozinha, fica realmente entretida, conversa, fantasia... às vezes ela fica um tempão batendo papo com as bonecas, colocando cada uma em seu lugar, arrumando, uma belezinha...=]

Pra terminar, as fotos que eu tava devendo: do miojo made in china que Marido trouxe pra mim (não, não sei do que é, e nem quero saber; e sim é gostoso e apimentado que só), as nossas Barbies (a morena de vestido lilás é a "Barbie mamãe", segundo a Isa, porque eu tenho uma blusa de gola alta lilás também), o tênis, e a minha chinesinha birrenta...=]





Assim que der, eu volto... Boa semana!;]

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

*Três anos (e confissões de uma mãe imperfeita!)*



Hoje faz três aninhos que você nasceu. A essa hora, eu estava ansiosa, esperando poder voltar para o quarto, para poder pegá-la pela primeira vez.

Lembro perfeitamente de todos os detalhes do parto, do seu chorinho ardido e da minha alegria... Isso faz exatos 36 meses.

Nesse tempo, você aprendeu tanto! Desde as coisas mais simples, como andar e comer sozinha, até as mais difíceis, como andar de “bilisketa”.

Você já vai para a escola e nos surpreende mostrando o que aprendeu... Ontem mesmo, lembrou da aula de folclore que teve em agosto e falou que “ia prender um saci pererê na garrafa igual ao Pedrinho”....

Sua fisionomia continua a mesma, não mudou nada. Você ainda tem os mesmos traços daquele bebezinho lindo, que eu pegava no colo e embalava...

Agora você já exprime suas emoções e vontades em palavras, e mostra seu temperamento forte, herdados dos pais....

E eu... Eu aprendo diariamente a ser mãe. E descobri que ser mãe não é nada fácil (que me desculpem as mães que pensam ao contrário). Sinto como se estivesse numa luta diária, que só vou saber se venci quando você for adulta. Tento acertar, mas tenho certeza que erro muito. Na verdade, tenho que confessar a você que me acho uma péssima mãe.

Queria poder ser mãe “full time”, poder te dar mais atenção, e ser mais tranqüila. Queria brigar menos com você, não ligar tanto quando você apronta, faz arte ou é malcriada.

Mas eu simplesmente não consigo. Dentre as tantas obrigações de ser mãe, eu tenho pra mim que educar você, te preparar para a vida, é uma das mais importantes. Então, tento conciliar essa árdua tarefa (e nem sempre agradável) com atitudes mais brandas, mas nem sempre consigo.

Muitas vezes me acho uma chata, de verdade. Mas eu quero que você saiba que eu sempre vou tentar fazer o melhor para você, mesmo que nem sempre seja o mais legal....

Meu presente de Ísis, minha borboleta rosa, minha fadinha de brilho, apesar da sua mãe chata, quero crer que você tenha sido muito feliz nesses 3 anos e espero que você tenha muita alegria hoje e sempre na sua vida!!!!

Te amo muito!!!!!!

domingo, 21 de outubro de 2007

*Questão de lógica*

Deu pra perceber que eu não tive muito tempo durante a semana passada, né? Então... Realmente tá uma correria... estou desacostumada a esse ritmo pauleira....

Mas, por um lado, está sendo bom, porque eu estou descobrindo as minha prioridades. Definitivamente, não sou mais uma workaholic... Não, não e não! Essa história de não ter hora pra entrar nem pra sair, me matar por causa de trabalho ficou num passado muito distante.

Meio dia em ponto eu saio para almoço, pois tenho em casa uma criancinha me esperando para almoçar comigo e depois ir pra escola. Da mesma forma, seis horas da tarde, é hora de “hasta la vista”, porque a mesma criancinha está me esperando na escola, pra ir embora. Essa é a minha principal prioridade, a Isadora.

Quarta feira eu fiquei muito p... da vida. Tive que ir pra Limeira, logo depois do almoço, pra despachar um pedido de liminar, e a bis**** da escrevente do processo só subiu o meu processo pro juiz às cinco horas!!! Isso porque eu cheguei às duas!!!

Conclusão: saí de lá depois das seis e meia, claaaaaro, bem depois que o expediente da bonita já tinha acabado e ela ido embora (porque afinal, funcionário público, em regra, não faz hora extra nem que chova canivete)... Tive que ligar pro Marido ir buscar a Isa, porque acabei chegando em casa mais de sete horas da noite!!!

Seria mais fácil contratar um transporte pra Isa? Sim, seria, mas eu não vou. Por quê? Primeiro porque eu não confio nesses motoristas de peruas escolares. Já vi muuuita cagada deles, e simplesmente não vou deixar minha filha nas mãos de alguém totalmente irresponsável.

Depois, porque eu acho que é o mínimo que eu tenho que fazer levar e buscar a Zizi na escola, ter contato com as professoras, participar do cotidiano dela longe de casa. Ela adora. Todo dia pede pra eu entrar com ela, ir até a classe, falar com a Tia Ju ou com a Tia Thais. Depois ela se despede, me dá um abraço e um beijo, e eu vou embora.

Separo 15 preciosos minutos do meu almoço pra esse ritualzinho. E não reclamo. Acho muito gostoso.... Da mesma forma, quando eu vou buscá-la à tarde, ela sai toda saltitante, pula no meu colo e me dá um abraço, falando: “A mamãe chegou!”.

E mesmo assim tenho que confessar que a maldita culpa materna anda me perseguindo...=( mas isso é um assunto pra outro post....

Ontem foi a reunião bimestral da escola, a diretora colocou alguns pontos importantes, sobretudo sobre a “mudança” do Maternal II pro III, vi os trabalhinhos, conversei com a Tia Ju. Literalmente conversei. Porque como temos esse contato diário, os pequenos problemas ou dúvidas do dia-a-dia são resolvidos nesse mesmo tempo, não preciso esperar a reunião pra saber se a minha filha está tendo algum problema ou se está tudo bem...;)

Os trabalhinhos da minha filhota:



(Notem a peruíce da minha filha, que ao pesquisar a cor amarela numa revista, escolhe um vidro de Jadore pra ilustrar a cor..)

*PÉROLA DA SEMANA*

Alguém aí estudou filosofia da lógica? Aquela história de A=B, B=C, logo A=C...

Minha filha é uma filósofa nata... Conversa de doido, outro dia, na casa da madrinha dela:

- Mamãe, eu quero morrer!!!
- Que, Isa???
- Eu quero morreeeer!!!
- Não, você não vai morrer!!!
- Mas eu queeeeeeeero!!!

Daqui a pouco eu ouço a Luana falar pra ela:

- Isa, não sobe aí, que você vai cair e vai morrer!!!

Aí eu entendi o uso da filosofia lógica!!! Eu quero subir, se eu subir eu vou morrer, logo eu quero morrer.... Brilhante a minha filha, não??;)

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

*Tristeza*

Às vezes eu acho que final feliz só existe em novela...

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?Codigo=468768

Mas precisamos continuar lutando....

Que o Mateus esteja num lugar melhor que aqui...

quinta-feira, 26 de julho de 2007

*Só a cara...*

Créditos: Tropical Delight Kit by Pink Cat Studio, Font 2Peas Heart Delight
(LO para o CT da Pink Cat Studio)

Pois é. Essa carinha de anjo engana e muito.

Além de ter virado um gato (pra tudo ela mia. Se ela está sentada e cai o chinelo do pé, por exemplo, ela começa a miar pra EU pegar o chinelo), Isadora agora também deu pra responder e teimar (mais do que o normal).

Só obedece o pai, e assim mesmo quando ela consegue tirá-lo do sério e ele fica bravo de verdade.

Outro dia, eu estava na madrinha dela, e não lembro porque a Fiona ficou nervosinha e começou a jogar tudo que tinha perto no chão, na minha frente. Eu fingi que não vi. Ela foi então lá dentro, abriu a bolsa, pegou o pepê e o títi, olhou bem pra minha cara e jogou no meu pé.

A Dri morreu de rir e comentou com ela: “Nossa, Isa, a tia já viu isso em algum lugar...”. No dia anterior ela tinha feito exatamente a mesma coisa....=(

Hoje eu fui na farmácia, e simplesmente, enquanto eu estava no caixa esperando para pagar, a Isa pegou todo o estoque de escovas de dentes infantis (?!) e pediu pra eu levar...

Depois de devolver tudo e explicar que ela só podia levar uma (e olhe lá!), ela começou a correr pelos corredores, fugir de mim, aquela coisa extremamente agradável, que dá vontade de cometer um filhocídio...

Esse foi um dos momentos em que decidi não sair mais de casa com a Isadora. Sim, porque pelo menos uma vez por semana, eu decido que é humanamente impossível sair com ela e voltar em perfeito juízo pra casa.

Querem saber o pior? Na escola dona Isa é uma santa, tia Thais, que não me deixa mentir, tá sempre por aqui pra confirmar....

Mas, eu tenho um fio de esperança. Esperança de que seja uma fase, realmente, como todo mundo fala. Se bem que cada hora é uma nova, e de coração, se tiver alguma pior do que essa, eu vou acabar me enforcando num pé de alface....

segunda-feira, 23 de julho de 2007

*Pottermania - Parte VII*

Decidi não ficar chovendo no molhado e repetindo o que todo mundo já disse sobre o acidente. Se eu fiquei chocada, morrendo de tristeza pela aeromoça (sou antiga) grávida, pelas criancinhas, pelos pais e filhos que morreram dessa forma tão trágica? Sem dúvida. Mas não vou ficar aqui remoendo ainda mais essa tristeza nem procurando culpados.

Só espero que as famílias tenham o conforto, apoio e atenção da TAM e da INFRAERO. Ponto final.

***********

Sexta feira eu precisava ir no shopping e coincidentemente, fui bem na hora em que iria ser lançado o Harry Potter 7.... Entrei na FNAC, com Isa a tiracolo e já vi a muvuca de pottermaníacos lá no fundo... Pois bem, fiquei lá esperando a contagem regressiva, porque depois ia ter a leitura do primeiro capítulo traduzido, e eu queria ver se era o que tava rolando na net, suspeita de ter vazado antes do lançamento....

A organizadora colocou as caixas na frente e avisou que ia começar....

...TRÊS , DOIS, UM!!!!! O povo sai correndo, se atropelando, e rasga caixa, e em menos de um minuto, já não tinha mais livro (ali, porque a organizadora cansou de falar que tinham muitos exemplares nos caixas), e saiu gente até com a caixa vazia na mão de troféu.

Aí em seguida, a moça leu o primeiro capítulo e - desilusão das desilusões - o livro da net é o original sim. (E tá disponível AQUI, AQUI, e AQUI).

Com carnificina, mas fim digno de Manoel Carlos... Sei lá, acho que já tinha me preparado psicologicamente pra morte do Harry e fiquei meio decepcionada por ele não morrer (ops, falei....).

Ainda to no capítulo 7, mas a Milena já me adiantou tudooooo, e também já andei fuçando na Harry Potter Senior do Orkut, e descobrindo todos os tão aguardados mistérios do confronto final (mas isso não quer dizer que eu não vá ler mais umas 32 vezes)...

**********

Pra finalizar e iluminar um pouco esse início de semana chuvoso, as risadas da Isa nesse LO que eu fiz pra Gail Cook

Squares e Kit Bits of Yesterday by Gail Cook (on Hooked on Digi Scrap), Alpha Hand Stamped by Michele Coleman, Fontes Pea Johanna Script e Pea Karen´s Doodle

sexta-feira, 20 de julho de 2007

*Luto*

Em memória das vítimas do maior desastre aéreo brasileiro, e em respeito às suas famílas.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

*Plantão de Dúvidas*

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Hoje eu quero perguntar. Estou com um “problema” e não sei resolver....

O desfralde está indo muito bem, aliás, melhor do que eu esperava. Isadora está fazendo xixi no peniquinho que é uma beleza.... desde segunda não escapa nenhum!

Ontem,(que linda!) ela foi sozinha no banheiro, abaixou o shorts e calcinha, tirou a fralda (!!!), levantou a tampa do penico, fez xixi, tentou se limpar e se vestiu de novo....

Em compensação o cocô.... não tem santo que convença Isadora a fazer cocô no penico. Ela fez UM cocô no penico, há mais ou menos um mês atrás e nunca mais.

Por quê? Porque simplesmente Isadora morre de nojo. Primeiro foi o episódio de Arraial do Cabo. Outro dia ela fez cocô na calcinha e foi “dar um jeito”. A bola caiu no chão, ela pisou e parecia que tinha saído as tripas da menina pra fora, de tanto que ela gritava e chorava....

A Tia Marli, a “tia do banho”, da escolinha também me falou que um dia a Isa estava sem fralda e fez cocô chegou aos prantos pra ela trocar...

Qual a solução da Isadora? Não faz mais cocô sem fralda. Simples. Quando quer fazer cocô, ela vem perto de mim e pede: “Mamãe, põe faldinha?”. E aí se eu tento fazer uma expedição ao banheiro, tentar que ela, mais uma vez deixe o cocozinho no penico, pra depois a gente dar tchau pra ele... É um chororó, um tal de “não, não quélo”, que ela acaba me vencendo pelo cansaço e pela pena de ela ficar segurando....

Mas então. E aí, mamãe mais experientes, que já passaram por essa fase, o que é que eu faço???

PS1 – só porque eu falei que desde segunda não escapava xixi, a Isa acabou de batizar a minha cama...

PS2- o Diva´s Secrets tá de cara nova.... Passa lá pra ver e se cadastrar pra receber a newsletter...

PS3 – Como já não é a primeira vez que perguntam eu vou contar a história do Maionese. Esse é o apelido de infância do Marido, porque quando ele ia pra escola, tinha mania de todo dia levar pão com maionese de lanche. Aí os meninos perguntavam o que ele tinha trazido e ele respondia: “pão com maonese”. E ficou, desde os 10 anos de idade dele, até hoje... Coisa besta né?=I

terça-feira, 24 de abril de 2007

*E o palhaço, o que é?*



Eu acho certas coisas extremamente engraçadas. Engraçadas não. Acho que a escolha correta de palavras seria: acho certas coisas patéticas.

Existem pessoas que continuam com a idade mental de 15 anos. Imaginem que alguém ligou na casa da mãe da Kelly, madrinha da Isa e pediu pra ela dar um recado. Pra Kelly tomar cuidado com a "Valéria do Maionese", porque ela é muito falsa.

Ao contrário do que o palhaço anônimo deve pensar, deu pra concluir muita coisa. Primeiro que é uma pessoa próxima, porque sabe onde a mãe da Kelly mora, pra pegar o telefone dela... O "Valéria do Maionese" (no caso eu), além de confirmar a conclusão anterior, mostra como a pessoa é limitada, adolescente frustrada, por ainda se referir assim à minha pessoa.

Depois, que é uma pessoa insegura, típico ser mal-amado, que se preocupa mais com a vida dos outros do que com a própria. É o tipo de pessoa que vive à sombra dos outros, pegando as migalhas do chão emocional... O último na escala de evolução, sabe?

Tsc, tsc, tsc.... Sem falar na pobreza de espírito e no complexo de inferioridade... Fala sério?! Ligar na casa dos outros, anonimamente??? Tem que ser muito fubá pra fazer isso...

O fato é que eu, a Kelly e a Adriana rimos muito disso... sim, rimos. Por que quem fez isso não tem a menor noção da relação de amizade que nós temos, pra achar que uma atitude tão patética, tão ridícula como essa, iria nos afastar....

Aiai.... bom, mas como reza a cartilha da Poliana, temos que ver o lado bom das coisas... além de dar risada do que aconteceu, pensei bem e talvez eu faça psicologia para me especializar em perfis criminais... sou boa nisso não sou????

E como diz o velho ditado, falem mal, mas falem de mim....;)

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segunda-feira, 16 de abril de 2007

*Partida*

Ontem eu entrei rapidinho no meu email e vi o comentário da Yara, mãe da Maria Eduarda, que conhecemos no Hotel Fazenda lá em Serra Negra, ano passado, e desde então mantemos contato:

“oi valeria tudo bem?passei aqui para lhes deixar um beijinho e te dizer q hoje é um dia muito triste!!! o vini filho da renata faleceu, tão novinho!!! que tristeza,conheci o caso dele aqui no seu blog,comecei acompanhar a luta,a garra da renata,e passei a admira-la muito..e adotando aquela familia como se fosse minha,pegando amor pelo vini e vibrando com o vini a cada suspiro de sobrevivencia,muiiito triste...e passei para lhe falar afinal aqui q eu descobri esta familia,mas... deus sabe de todas as coisas né beijos..”

Foi um choque... Em parte porque o Vinicius era tão bebê, da idade da Isadora, em parte porque parece que passou um filme na minha cabeça, e eu revivi uma situação de 17 anos atrás.

Fiquei 2 dias remoendo o que escrever, sobre esse assunto que mexe tanto comigo....

Eu tinha uma amiga, a Denise. Nos conhecemos na 1ª série e crescemos juntas. Éramos inseparáveis. Vivíamos juntas, dormíamos sempre uma na casa da outra... Uma vez combinamos nossos presentes de aniversário. Ela fazia dia 08 de julho (um dia antes do Marido Antonio) e eu 26 de agosto. O que pedimos? A boneca Quem me Quer. A dela foi devidamente batizada de Valéria e a minha de Denise.... Daí surgiu a idéia de que quando eu tivesse uma filha, ela seria batizada de Denise (e só não foi por causa da promessa que eu fiz, mas aí já é outra história...)

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(Foto da minha primeira comunhão, em 1980 e alguma coisa... a Denise é a loirinha, do meu lado, à direita dela a Aline e à minha esquerda, cortada, a Karim...)

Quando entramos pro colegial, nos distanciamos um pouco, porque eu mudei de colégio, mas ainda mantínhamos contato.

Um dia, recebi um telefonema da Karim, que também está lá na foto (e até hoje minha amiga, mãe da Camilinha, um mês mais velha que a Isa), me avisando que a Denise estava doente.

Liguei pra ela, e lembro das exatas palavras dela, em tom de brincadeira: “você viu o que aconteceu? Tadinha de mim....”. Depois minha mãe conversou com a mãe dela e fiquei sabendo que ela tinha leucemia.

Foi a primeira vez que ouvi falar disso e não tinha consciência da gravidade da situação. O ano era 1990, e transplante de medula só no exterior (e eu nem fazia idéia do que era isso!). Só lembro que logo ela foi internada. Entrou em coma e recebi outro telefonema dizendo que ela tinha morrido, no dia 05 de dezembro. Foram exatos 45 dias, entre o diagnóstico e a sua partida.

Leucemia pra mim, desde então, virou uma palavra maldita. Tanto a Denise como o Vini eram lindos, inteligentes, e saudáveis... acho que é isso o que mais assusta. Essa praga silenciosa vem de mansinho, sem aviso.. e pode acontecer com qualquer um. Podia ser comigo, com você...

Quando fiquei sabendo do caso do Vinicius, tive esperança que ele pudesse vencer essa doença, apesar de saber o quanto ela é devastadora... Pedi por ele, fiz parte de uma corrente enorme de energias positivas pra ele.... Infelizmente, ele não conseguiu, e mais um anjinho subiu aos céus...

Toda partida é dolorosa, e não adianta a gente fingir que sabe a dor que a família está sentindo, porque não sabe. Então, o que podemos fazer é desejar....

Desejar que o Vinicius tenha encontrado paz, assim como a Denise. Que a família dele tenha força nesse momento tão difícil, e que o anjo Gabriel traga um pouco da alegria perdida para esses pais tão tristes...

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terça-feira, 6 de março de 2007

*Vamos fugir proutro lugar, baby...*

Apesar de ter morado praticamente minha vida toda nesta cidade, não gosto de Campinas. E depois de ter tido a Isadora, esse sentimento piorou.

Ultimamente então, sinto como se vivesse presa dentro de casa. Enjaulada. Claro que para a minha segurança e da minha família...

Eu tive a sorte de poder brincar na rua, soltar pipa com meu pai, pular amarelinha, caracol, brincar de esconde-esconde e pega-pega, pular corda, jogar betsy no meio da rua, andar de bicicleta pelo bairro, sem que a minha mãe ficasse preocupada ou apreensiva: será que eu ia chegar em casa? Cresci com a liberdade que talvez a minha geração tenha sido a última a ter.

E a Isa? Que tipo de infância ela vai ter? De casa pra escola, da escola pra casa. De casa pro shopping, do shopping pra casa. De casa pra casa de algum amiguinho, e da casa dele pra nossa. De casa pra algum lugar fechado e seguro e de volta pra casa. Tudo extremamente bem vigiado. Sem qualquer risco. E sem liberdade.

E eu? Eu também sinto falta. Sinto falta de sentar na frente de casa no fim das tardes de verão e ficar jogando conversa fora com a minha mãe (enquanto, na minha imaginação, a Isa anda de velotrol pela calçada). Sinto falta de pisar na grama, de tomar chuva, de poder ir na pracinha e ficar lá, vendo a Isa brincar...

Já a bastante tempo eu penso em ir embora daqui. Como uma pessoa que definitivamente nasceu no hemisfério errado e que odeia calor (desde que não esteja na praia), obviamente eu queria morar na Europa. Mas como isso está fora de cogitação, eu venho pensando em alternativas.

Eu já pensei em morar em Brasília... em parte porque tenho boas amigas por lá, em parte porque pode-se dizer que é o paraíso dos advogados... e também dos pagãos (eu morria pra participar de um ritual de plenilúnio na Chácara Remanso, da Mirella Faur!)... mas, friamente pensando, é a mesma coisa que trocar 6 por meia dúzia, sem falar que lá não tem campo de trabalho pro Marido Antonio.

A segunda opção seria o sul do país. Quando fui pro casamento da Audrey, eu simplesmente me apaixonei pela Serra Gaúcha... Mas tem um complicado processo logístico pra ir pra lá, principalmente profissional...aiai...

Eu queria morar numa cidade tranqüila (mas tranquila meeeesmo), de uns 20.000 habitantes, com muito verde, muita festa típica e clima ameno....

Apesar disso, tem que ser perto de uma cidade maior e ter um pólo industrial (de preferência uma filial da empresa que o Marido Antonio trabalha), porque alguém precisa trabalhar (e nesse caso, obviamente, é o Marido...risos), mas ainda sim, ter qualidade de vida...

Uma cidade que não vive na parte policial dos jornais nacionais, e cuja notícia de maior repercussão na última semana, no jornal local, foi o pedido de casamento feito via página principal pelo noivo, e que na parte policial, não há a notícia de um assassinato sequer, no último ano....

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Esse lugar existe. Agora só falta eu descobri um jeito de ir morar lá...

**EDIÇÃO DO POST, às 20,41hs: A Isa acabou de fazer o primeiro xixi no peniquinho, êêêê!!!=)

domingo, 11 de fevereiro de 2007

*Não vamos fazer nada?*

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Eu não consigo fingir que vivo no “País das Maravilhas”, e continuar escrevendo sobre a reunião da escola da Isa, as musiquinhas que ela canta, as coisas que ela apronta, os scraps que faço dela.

Não nesse momento. Acabei de ler a Veja dessa semana. Chorei. Me senti mal. Tive ânsia de vômito.

A pergunta da capa da revista é a pergunta que todo mundo está fazendo, a si mesmo e às autoridades. É inconcebível uma barbárie como essa. O que aconteceu com aquela criança inocente poderia ter acontecido com a minha filha. Com o seu filho. Com alguém que você ama. E a qualquer momento podemos ser vítimas dessa violência descontrolada que assola o país.

A vida hoje tem tanto valor quanto uma laranja podre. E o ser humano que comete atrocidades é cada vez menos humano, mais monstruoso, e cada vez mais se parece com os personagens dos filmes trash americanos.

Os "especialistas" ficam agora debatendo meios de acabar com a situação absurda que vivemos. Não adianta debater. Não adianta teoria. Tem que agir.

Sinceramente, é inacreditável que esses monstros fiquem presos apenas 30 anos. Ou nem isso, porque tem tanto benefício na lei penal, que depois de uns 5 anos não duvido que já estejam na rua. E o moleque menor então? Três anos! Três anos de pena pra sair livre, leve e solto e acabar com a vida de outras pessoas... Minha opinião? Como dizia Maluf, na época da célebre Rota: “bandido bom é bandido morto”. Nisso eu tenho que concordar com ele (e aqui abro um parênteses, pra fazer uma pergunta, caso você seja contra a pena de morte: e se fosse o SEU filho?).

Ah, mas tem os direitos humanos. Gostaria de saber se algum representante visitou a família destroçada do pequeno João, cuja vida foi tirada com requintes de crueldade, de forma tão atroz, que até os policiais choraram ao ver o seu corpo.

Tenho certeza que não. Agora, se a mãe do menino desse 32 facadas (que é o que eu provavelmente faria, no lugar dela), ou se um policial mais afoito, no calor dos acontecimentos, estrangulasse bem devagar, o F.D.P que dirigia o carro roubado, ziguezagueando pelas ruas da cidade, para tentar se livrar do corpo do garoto preso ao veículo, com certeza já haveria uma big manifestação, afinal onde estão os direitos humanos dos pobres bandidos?

Como foi dito na reportagem: "Alguns jornalistas ficaram um tanto revoltados com a polícia, que obrigou os bandidos a mostrar o rosto. Terrível ameaça à privacidade. Era só o que faltava: trucidar o menino João e ainda ser obrigado a expor a cara... Que país é este? Já não se pode mais nem arrastar uma criança pelas ruas em um automóvel e permanecer no anonimato?"

Pois é. Gente de bem não precisa de direitos humanos. Aliás, gente de bem não tem direito nenhum. E o problema está justamente aí: bandido é que tem direito demais pro meu gosto.

Às vezes acho que o Brasil não tem mais jeito não. Só implodindo e começando tudo do zero.=(

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

*No paredão*

Tem algumas coisas que eu não gosto de fazer. Sinto a maior dificuldade, como por exemplo cobrar os outros (sim, Trícia, pra seu espanto...ahahahha). Outra coisa extremamente difícil é despedir alguém.

Pois é. A faxineira. Ela vem uma vez por semana, todas as quintas. Está conosco há mais ou menos 1 ano, desde que a anterior mudou de cidade. Limpa o suficiente, mas o suficiente não é suficiente... deu pra entender? Pra ter uma idéia, ela não tem coragem de passar um tira-limo nos brinquedos da Isa do box, que obviamente, por causa da água ficam cheios de mofinho....

Aí, na quinta passada foi a gota d´agua. A Isa, como sempre, tirou os livros de uma das prateleiras da minha estante, e socou tudo lá, de qualquer jeito, de manhã. A faxineira veio, fez a " faxina" e quando cheguei em casa, no final da tarde, olha como estava a prateleira:

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Exatamente como a Isadora deixou!

E querem o pior? Ela me pediu aumento! Aumento? Como assim? Minha casa tem 80m2, é do tamanho de um apartamento! A faxineira da vizinha cobrava a mesma coisa, mas a casa é enorme! Falei que ia falar com o Marido, mas vou é dispensar a dita-cuja assim que possível. Já liguei pra outra, a da vizinha, que está há 20 anos com ela, e ela vai ver se arruma uma vaga semanal pra gente...

O grande problema será como dispensar a atual... Sempre fui péssima nisso. Lembro quando tinha que mandar estagiários embora... parecia que eu os estava mandando pra execução!

Mas não tem jeito. Apesar de me sentir mal, tenho que fazer. Já deu o que tinha que dar....

Pensei em falar que estamos em tempos de vacas magras (o que não deixa de ser verdade) e vamos dispensá-la por uns tempos (até o fim dos tempos, pra ser mais exata...), sei lá....

Aceito sugestões.... Por favor!

sábado, 27 de janeiro de 2007

*Lobo em pele de cordeiro*

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Ou algo do gênero.... O post de hoje era pra ser todo fofo, com fotos da Isa no aniversário do Biel e da Carol, das coisas que ela aprendeu no pouco tempo de escolinha, etc... Mas não dá!

A Isadora está me deixando doida. Por trás dessa carinha de anjo, se esconde uma personalidade comparável à de um general alemão da SS. Digo isso porque, se deixar, ela domina o mundo, com planos dignos do Macaco Louco....

Nos últimos dias tem piorado. Se por um lado, depois que entrou na escola, ficou muito mais grudada em mim do que no pai (o que tenho que confessar que amei), por outro lado ela acabou se tornando um pequeno gremilim, pra chamar a atenção... Naturalmente ela já é geniosa. Agora está insuportável.

Tudo é difícil, motivo de birra, manha e sempre termina em guerra. Trocar de roupa? Guerra, porque ela quer escolher tudo. Guardar os brinquedos? Guerra! Não mexer onde não pode (agora ela aprendeu a abrir todas as portas de todos os cômodos e até dos armários!)? Guerra nuclear! Comer? Ave, essa é praticamente a 3ª Guerra Mundial. Até forçar vomitar ela faz!

Se eu disser que uma pessoa adulta tem personalidade forte, é teimosa, insistente e desafiadora, todo mundo acharia que me refiro às suas qualidades, né?

Pois é. Quem me conhece fala que eu “nasci” pra ser advogada. Afinal não “como amanhecido” (nas palavras da minha mãe), adoro uma bom litígio (mesmo que acabe em barraco) e não levo desaforo pra casa meeeesmo. Sou partidária daquele velho ditado: “quem fala o que quer ouve o que não quer”.

Só que numa criança de 2 anos de idade, esses atributos não são bem qualidades. Pelo contrário. Isadora pensa que manda no mundo. É briguenta (como a mãe), teimosa (como a mãe), tem gênio ruim (como a mãe), e A-DO-RA me desafiar. Se eu falo pra ela não colocar a mão numa mesa, por exemplo, ela olha bem nos meus olhos, com aquele narizinho empinado e coloca a mão exatamente no lugar onde proibi.

Tem gente que acha que é porque ela é filha única. Garanto que não. Eu sou filha única e, conforme a minha mãe pode confirmar, jamais fui como a Isa, pelo menos não com os meus pais. Seria como se ela tivesse feito um up-grade das minhas “qualidades”.

Tem gente que acha que é porque fazemos todas as vontades dela. Se falarem isso pro pai ou pros avós, eu concordo, mas comigo não. Quando ela teima comigo, eu falo pra ela: “ah, você vai teimar? Então tá. Eu tenho 31 anos a mais de experiência nesse assunto. Vamos ver quem cansa primeiro?”

Ela pode não entender patavina do que eu falei, mas o fato é que eu não cedo a qualquer ataque, birra ou choro. Quer se jogar? Então se joga. Quer gritar? Então fica aí gritando. É por aí. Trabalho arduamente para que o pequeno general seja deposto, e logo, porque se tem coisa que eu abomino é criança mal-criada, que bate na mãe, berra, esperneia... aquela coisa, que eu carinhosamente chamo de “crianças possuídas”, que aparece na Supernanny.

O negócio é que a Isadora nasceu com uma personalidade bem escorpiana mesmo. Agora preciso bolar um plano pra dar um golpe de estado bem rápido, antes que eu tenha que me internar numa clínica psiquiátrica....

Créditos do fast-Lo: Paper do Kit Little Fairy - Springreen
Elementos do Kit Bling Essentials by Loreta Labarca e Prettty Petals by Melany Violette

sábado, 13 de janeiro de 2007

*Alhos e Bugalhos*

Eu queria ter tempo de sentar todo dia e escrever posts suuuuper legais. Mas infelizmente não tenho. Além da Isadora, que vale por, no mínimo 3 ou 4 criancinhas calmas, eu tenho o Marido, minha mãe, a Zamin, os gatos e o escritório. A casa eu não conto, porque não nasci pra Amélia e é para isso que existem as diaristas, mas mesmo assim, eu tento me desdobrar pra dar conta de tudo. E claro, ter um tempinho pra mim, pra dança, pros scraps, pra eu ver TV, ler... ufa! Ou o dia deveria ter 36 horas, ou eu deveria ter mais umas 4 cópias, no mínimo. Ou o mesmo número de estagiários, motoristas, empregadas, babás e afins, incluindo aí uma amante pro Marido não ficar no prejuízo... (ohohohoho, tá, exagerei....)

Mas voltando. Eu não tenho nada disso e tenho que me desdobrar em várias pra dar conta de tudo. Então, não sou daquelas mães blogueiras que sentam, religiosamente, toda noite na frente do computador e narram desde a hora em que o filho acordou até a consistência do cocô dele, passando pela temperatura do banho. E ainda se sentem a última bolacha do pacote. Desculpem, eu tenho mais o que fazer.

Então, meus parcos posts são misturebas de vários assuntos, que seriam vários posts. Aquele samba do crioulo-doido, que vai de alhos a bugalhos em instantes.

E chega de blá, blá, blá, que o tempo por aqui é igual ao ar no Pico do Himalaia, rarefeito....

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Existem 3 tipos de pessoa que eu não suporto e não faço a mínima questão de disfarçar: gente falsa, hipócrita e pedante. E o pior é que ainda me surpreendo quando trombo pela vida com pessoas com esses atributos...

Hoje o assunto vai ser a primeira espécie. Logo, logo falo das outras, que também estão meio atravessadas...

Mas, então. A falsidade. Tem aquele ditado, “quando a esmola é demais, o santo desconfia”, né? Então. Por que eu ainda fico surpresa?

Certa pessoa dá até nojo quando está perto da gente. Falta carregar no colo. Fala 1589 vezes que me adora. E mais 1589 que adora a Isa. Que ela é uma princesa (ou coisa similar). E beija. E aperta. E quer ficar com ela no colo, exibindo. E fica grudada, beijando (arghhhhh!), fazendo questão de demonstrar excesso de carinho. Aquela coisa de querer parecer íntimo demais. Tanto, que é até artificial.

Com um amigo nosso, ela também é assim. Fala que é como se fosse da família. Que adora. Que isso, e que aquilo... Aí, minha mãe me conta, que a tal pessoa falou coisas dele e da namorada, no mínimo, maldosas. E eu me espanto. Me espanto por quê, se a naturalidade de um saco plástico já denuncia a falsidade?

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Anteontem estava chegando do trabalho e vejo uma senhora, amiga da minha mãe descendo a rua de casa, de mãos dadas com uma menininha.

Pensei comigo: “Ué, quem será? A Luiza ainda não tem netos...” e olhei pra criancinha... era a MINHA criancinha!!!

Parei o carro, abri a janela e falei oi. A Isa abriu um sorrizão, e gritou, toda feliz: “Mamãe!!! Qué í com a mamãe, tia! Abi a póita, mamãe!”, já vindo em direção do carro...

A Luiza foi na casa da minha mãe e a dona Isadora, passeadeira que só ela, resolveu que queria dar uma voltinha. A coitada da mulher ficou com dó e levou a Isa pra passear...

Eu posso com isso????


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De uns tempos pra cá ando tendo insônia. Na verdade não é beeem insônia. Eu demoro a pegar no sono. Fico pensando nos meus prazos, nas contas, em como resolver o problema x, em como agir no caso y.... e não consigo dormir. E no outro dia acordo literalmente podre.

Sim, porque eu costumo dizer que nasci com melatonina em excesso. Graças à Ísis, a Isadora puxou a mim. É uma dorminhoca de mão cheia. Disso eu não posso reclamar. Com 16 dias, ela já dormia da meia noite às 6 da manhã (podem morrer de inveja..... ahahahhahah). A primeira vez em que ela fez isso, eu acordei às 5 e fiquei desesperada, achando que a menina tinha morrido. Mas que nada. Estava lá, no seu soninho de anjo.

Se naquela época eu não tinha do que reclamar, hoje, então nem se fala. Ela dorme, pelo menos, 11 horas por noite, mesmo agora que os horários estão descontrolados. 11 horas! Direto. Sem interrupções. Só acorda chorando quando tem pesadelo, normalmente depois de um dia muuuito agitado em que ela não tirou o cochilo da tarde (não falei que ela era dorminhoca???).

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Poppler: Eva Kipler
Alfabetos: Nandinha Menezes e KSharonk

Agora, quando ela acorda, o mundo desperta. Nem adianta tentar ficar mais meia horinha de preguiça, se for fim de semana. Isadora, que deve ter vindo com um Ipod ou similar implantado no cérebro, liga no máximo e pronto.

Estamos deixando a grade do berço abaixada, com o pufe da poltrona do lado. Isso significa que ela sobe e desce do berço sozinha, a não ser que esteja com preguiça.

E lá vem ela, matracando, correndo, gritando, pulando, bagunçando, cantando, amassando a Zamin, enfim, fazendo aquela algazarra básica.... que alegria! Eu, que naturalmente sou um zumbi mal humorado pela manhã, quando passo uma noite mal dormida, consigo ficar mais insuportável ainda....

Pois é. Alguém aí tem Valium sobrando?

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Por fim, o álbum da festa de aniversário da Isa (um “exagero” a tal festa, segundo alguns, que se preocupam demaaaais com a vida dos outros e vivem se comparando e justificando o porque de terem feito assim e não assado, mas em outra oportunidade eu falo sobre isso), que demorou para ser entregue, mas valeu cada minuto da espera...;)

Algumas fotos estão aí embaixo. As outras (no total são 20) estão AQUI!

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

*Ou isto ou aquilo*

Janeiro é o mês mundial das decisões. Todo mundo decide mudar alguma coisa. Mas eu, que sou avessa a mudanças, fico só pensando....

Não sei se faço pós ou se faço outra faculdade. Não sei se presto um concurso ou continuo advogando. Não sei se continuo na área jurídica ou invento outra coisa... Não sei se continuo trabalhando ou viro "do lar"... Não sei mais nada...

Fico só refletindo, analisando, ponderando... será que eu faço?

É bem aquela coisa da poesia da Cecília Meirelles: não consigo decidir o que é melhor, se isto ou aquilo!!!

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(Kit: Eva Kipler)

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

*Férias*

Essa última semana foi uma correria doida, pra deixar tudo em ordem. Então, mal respondi emails, e recados do Orkut, não visitei blogs, nem scraps eu consegui fazer! Mas prometo que coloco tudo em dia quando voltar...

Voltar? Siiiiiim, estamos saindo de FÉRIAS!!!

Domingo de manhãzinha deixamos nossa casa, com destino à Arraial, pra só voltar no dia 18... To ficando doida só de imaginar a bagagem... Aff... Não sei eu é que sou exagerada, mas o caso é que o porta malas da Meriva já está pequeno (eu bem que avisei o Marido pra ela trocar o Vectra por uma Zafira, mas o lado “mano” dele falou mais alto e ele comprou foi uma Montana...)!

Mas, de um jeito ou de outro, vai ter que caber tudo, porque se tem uma coisa que eu não consigo fazer é diminuir a bagagem... Faço uma lista e vou riscando à medida que vou colocando na mala (ou melhor, nas malas), pra não esquecer absolutamente nada. Parece mesmo é que eu vou mudar, não viajar, mas enfim...

Bom, sofrendo de abstinência antecipada, o blog também vai entrar de férias, porque, como a Rêca, vou dedicar esses dias somente à mim e minha família, sem qualquer interferência internética!!!

Então é isso. Beijos saudadentos a todas e até a volta!!!=)

domingo, 26 de novembro de 2006

*De perto...*

Tem coisas que a gente acha que só acontece na TV. Moça ser encontrada morta em banheira, com overdose de remédios. Suicídio ou acidente? Daria um belo episódio de CSI....

Mas aconteceu de verdade. E não foi com uma desconhecida, de notícia de jornal. Aconteceu com uma amiga de infância, e, por sinal, foi por causa dela que eu conheci o Marido. Fiquei abismada quando soube. Aliás, até agora to tentando entender... e acho que não vou conseguir....

Tem uma frase que diz que todo mundo tem problemas, a gente é que não sabe... deve ser verdade...

Isso me lembrou uma outra coisa. Como pessoa fútil que eu sou nas horas vagas, e assídua telespectadora do Canal E!, estava assistindo o "The E! True Hollywood Story" da Brooke Shields, e fiquei sabendo que ela fez uma FIV, para engravidar, que deu certo, logo na primeira tentativa. Um mês depois ela perdeu o bebê, mas não desistiu. Ela teve que se submeter a nada menos que 7 FIV´s para conseguir engravidar.

Depois que Brooke teve a filha tudo passou a ser maravilhoso, certo? Errado. Ela teve uma depressão pós parto terrível, mas não escondeu isso, pelo contrário, tornou público, o que eu achei uma atitude extremamente altruísta, afinal ela se mostrou como ser humano que é e não como estrela inatingível, dando, indiretamente, apoio a todas as mães que sofrem com DPP...

Não bastasse todos esses problemas, ainda teve que aturar os pitacos de Tom Cruise (o que aconteceu com ele, lavagem cerebral???), que falou num programa de entrevistas, que ao invés de antidepressivos e tratamento com especialistas ela deveria ter se exercitado e tomado vitaminas, que resolveria o problema... Ah, tá.... Fácil dar palpite na vida dos outros...

Plagiando uma frase da Jennifer Aniston, num episódio de Friends, eu diria a ele: "Quem não tem útero, não opina!!!"

Mas o fato é que de perto ninguém é perfeito. Nem nós, nem os famosos. E todos somos meros mortais. Infelizmente...