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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

*Pequena grande mudança*

Essa semana foi de volta às aulas. Quer dizer, a Isadora voltou pra escola na semana passada, no cursinho de férias, com direito à levar brinquedo de casa todos os dias e muita diversão, mas essa semana começou o ano letivo mesmo, o uso de uniforme e tudo mais...

Isa mudou de unidade, antes ficava na específica para o Maternal I e II e agora, que é praticamente uma estudante adulta do Maternal III, desceu pra outra unidade, onde vai até o 1º ano (antigo pré, não entendeu? clique aqui), mas todo santo dia me faz passar na frente da "escolinha amarela", abrir o vidro traseiro do carro pra dar tchau pras tias e
pro tio do portão....

Está sendo uma nova experiência pra Zizi, apesar da escola ser a mesma. A escola como um todo, porque o espaço físico é outro, que ela só conhecia das festas que sempre foram realizadas nessa unidade principal.

Na segunda, na hora da saída, tivemos o seguinte diálogo:

-Mamãe, hoje eu chorei.
-Chorou? Por quê?
-Porque eu fiquei com medo.
-Medo de quê, Isa?
-Das crianças, tinha muita criança... quando eu volto pra minha escolinha?

Morri de dó, mas expliquei que agora ela é moça e na outra escolinha só tem bebês, que ela não é mais bebê.

No outro dia, na hora da saída, outro diálogo:

-Mamãe, hoje eu chorei um pouquinho...
-Por quê, Isa???
-Porque eu fiquei triste...
-Mas por quê você ficou triste???
-Porque eu queria você...

Fiquei com o coração apertado, nem preciso dizer... E pra piorar, a tia Thais, a tia do coração da Isa não desceu pra unidade dela, ficou lá na antiga e essa separação está sendo meio difícil pra Isa (e pra mim!) também.

Porque eu posso ser piegas, mas não faço parte do time de mães que acha que o pessoal da escola nada mais é do que meros funcionários que estão ali apenas para cumprir um papel impessoal. Nada disso. A escola é onde a minha filha passa quase metade do dia e se ela não se apegar às pessoas que convivem com ela (ainda mais a Isadora a miss-simpatia em pessoa) e vice-versa, algum problema tem, pra mim não é coisa de gente normal não, esse tipo de postura...

Também não trato os sentimentos da Isa como "descartáveis" apenas porque ela tem 3 anos, porque a mãe que faz isso hoje, vai fazer a vida inteira, e decididamente, eu não sou esse tipo de mãe...

Na quarta ela entrou chorando (porque a tia Thais não estava lá pra recebê-la), eu liguei à tarde e a tia Carol disse que ela logo parou e conversamos sobre explicar pra Isadora a situação...

À tarde, novo diálogo:

-Mamãe, hoje eu chorei..
-De novo, Isa?
-É... Eu fiquei triste porque eu queria você e a tia Thais...
-Então, Isa, a tia Thais ficou lá na outra escolinha, com os bebês...
-Por quê eu não posso ficar lá na escolinha amarela?
-Porque você é grande, e lá só tem bebês... Mas a gente vai lá visitar
a tia Thais, tá bom?

Entender, eu sei que ela entendeu, mas não sei se aceitou... Bom, a gente, adulta, entende tanta coisa, mas não aceita, o que dirá a minha pequena com pouco mais de 3 anos?

Essa é uma nova experiência, uma grande pequena mudança, drástica pro mundinho dela. E eu fiquei imaginando o frio na barriga dela ao chegar na escola, exatamente como a gente sentia quando mudava de escola, ou começava um novo ano letivo... =I

Bom, agora deixa eu correr (só pra variar...) e acabar de arrumar as malas, que estamos descendo pra Caraguá (apesar da chuva, mas vai ser bom pra dar uma descansadinha...) e voltamos no domingo...=]

Ah, aproveitei a pérola da Isa da semana passada, a foto dela dormindo e o desafio do Scrapkut e fiz esse LO aqui, que modéstia à parte, eu adorei...


Credits: Papers and elements Makes me Happy Kit by Dimples´n Doodles Designs, Makes me Happy and Glitter Alphas, both by Dimples´n Doodles Designs, Butterfly wings by Amber Clegg, font CAC Pinafore, torn by CottageArts


Bom final de semana!!!=]

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

*Qualéqué?*

Nesse final de semana, andei refletindo qual é a do meu blog. Ele já completou 4 anos de vida, em novembro do ano passado... Começou sem nenhuma pretensão (quando eu digo isso, quero dizer que não esperava que ninguém lesse), apenas como válvula de escape pra minha ansiedade com relação à ICSI, já que naquela época eram raríssimos os blogs sobre esse assunto.

Aí, outras futuras mães que viviam a mesma situação começaram a visitá-lo, a fazer parte do meu cotidiano internético. Fiquei grávida. E essa rede de “pacientes leitoras” aumentou praquelas também que estavam tentando engravidar, ainda que naturalmente, estavam grávidas ou já tinham bebês.

Fiz muitas amigas queridas. Algumas virtuais, (que um dia vou conhecer pessoalmente), como a Trícia, a Liliany, a Denise, a Ana, a Fabiana e tantas outras....

Já tive a honra de conhecer algumas pessoalmente, como a Rêca, a Pri, a Laila, a Rejane (e hoje vira e mexe marcamos alguma bagunça de blogmães e blog filhos), a Patrícia (que veio pra cá com Djem e Tammer made in UK), a Carlinha, a Simone, a Olívia...

Além disso, o blog é a oportunidade de parentes e amigas (como a Paulinha, a Gamis e a Audrey), que moram a quilôôômetros de distância, continuarem a “conviver” com a gente...

Mas eu acho engraçadíssima a postura de algumas pessoas com “essa coisa de internet”... pra muita gente fazer amizades virtuais como eu fiz é simplesmente impensável, um risco ou sei lá o que... quem não vive a realidade de ter um blog (joga no google pra ver a quantidade de blogmães do mercado), ou visitar sempre um, acha que isso é o fim do mundo. Uma coisa tipo superexposição da minha figura, talvez com um significado freudiano....

Quando eu conheci a Pri, ela me contou que o pai dela morria de medo dessa história de blog, afinal, alguém podia reconhecer o Juca (tudo bem que foi exatamente assim que nos conhecemos hehehe)...

Um dia ela passou a tarde numa fila do TRE com Juca aprontando. Umas semanas depois, ela estava em algum lugar e uma moça perguntou se ele era o Juca. Ela apavorada, respondeu que sim, já pensando que o pai tinha razão... Quando ela perguntou de onde ela o conhecia, a moça respondeu que da fila do TRE.

Pois é. Nós nos submetemos à "superexposição" pelo simples fato de saírmos de casa, andarmos na rua ou frequentarmos algum lugar específico. Se eu for pensar por este lado, eu vou ter agorafobia. Claro que os cuidados básico de segurança internética são devidamente tomados (bloqueio de cópia de fotos, nada de nomes ou endereços ou citação de locais identificáveis ou telefones... mas isso acho que nem precisa falar, de tão óbvio, né?), que eu não sou doida.

Agora... se eu falo no blog o que eu acho ou deixo de achar, o que eu vivo ou deixo de viver, simplesmente o faço porque aquele ali se tornou meu lar virtual. Aliás, até bem pouco tempo atrás as pessoas “reais” não sabiam da existência dele, mas me dei conta que era uma besteira bem grande não deixá-lo (ainda mais) público. Quem me conhece, é o suficiente pra ler talvez a mesma coisa que viveu comigo ou eu falei no final de semana.

Claro, cada um é cada um. Tem gente que come peixe podre e diz no blog que comeu caviar, que enfeita a vida como se fosse uma grande árvore de Natal, pra mostrar pra todo mundo uma realidade que gostaria de viver.... mas se a pessoa faz isso virtualmente, faz isso no mundo real também, certo?

Então, o motivo da existência desse blog é simples: é registrar todos os momentos da vida da Isadora. Até quando? Não faço a mínima idéia... Afinal uma pessoa verborrágica como eu não é fácil calar....;]

E se às vezes os momentos da minha vida também ficam registrados no blog, paciência. Isso é um efeito colateral. Eu sou mãe da Isadora e nossas vidas estão interligadas. Pra sempre.

Pronto. Assunto encerrado!=]

Depois eu volto com as fotos do aniversário do Biel, a volta às aulas e as pérolas da Isadora no final de semana...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

*Joy 2008*

Há quatro anos atrás, quando este blog ainda engatinhava, eu escrevi o último post de 2003.... Feliz, ou infelizmente (vai ver a minha criatividade anda em falta), toda vez que eu penso em “terminar o ano” ou “iniciar um novo ano”, sempre me vem à mente aquelas palavras....

Acho que foi um dos textos mais perfeitos que escrevi. Não, não estou falando em perfeição de escrita... aquelas palavras foram as que mais perfeitamente descrevem os meus sentimentos nessa época do ano (qualquer que seja o ano).

Então, vou pedir permissão pra me “autoplagiar”:

Este é o último post do ano... engraçado a gente falar assim, né? Parece uma coisa tão distante... última vez no ano que fazemos tal coisa... esquisita essa coisa de tempo... até segunda é 2007 e terça já é 2008... Parece um divisor de águas, mas a verdade é que tudo continua a mesma coisa...

Uma vez, quando eu era criança, perguntei pro meu pai porque o ano tinha que terminar, se ia começar tudo de novo.... E hoje eu vejo que a resposta é simples: para renovar as esperanças de que tudo vai ser melhor....

Por isso, acho que 1º de janeiro é o dia universal das mudanças de vidas.... Todo mundo promete que vai ser melhor, vai ter mais qualidades, vai modificar o físico e o espiritual.... quer dizer, pelo menos durante a primeira semana do mês, depois tudo volta ao que era antes...

Essa coisa de "ano novo" é muito relativa, o tempo é muito relativo.... No calendário gregoriano (e cristão) o ano começa em 1º de janeiro. Pros astrólogos, o ano novo de cada um se inicia no dia do seu aniversário, pros pagãos do hemisfério norte, é em 31 de outubro, e pros do hemisfério sul em 30 de abril, sem falar no ano novo chinês e judeu....

Aiiiii, é muita data, muita diferença... De qualquer modo, 1º de janeiro, é, sem sombra de dúvida o Dia Universal das Promessas....

Bom, já que é assim, prometo que em 2008 vou aproveitar cada minuto da minha vida, vou dizer "te amo" todos os dias às pessoas que moram no meu coração, vou agradecer por cada dádiva que eu receber, vou trabalhar bastante, mas não vou ser engolida pelo trabalho, a ponto de deixar as coisas realmente importantes de lado... enfim, em 2008, eu prometo *VIVER*!!!!!!!!!!!

E deixo pra vocês, nesse finzinho de 2007 um lindo poema de Drummond (eu adoro Drummond!!!), Receita de Ano Novo:

"Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanhe
ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
é dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre".


 Créditos: Paper by The Digichick , Ribon and Flower Buterfly Dreams Kit by Aisne , Stapler by Loreta Labarca , Christmas Alpha by Monika69, Calendar Brush by Leora Sanford , Doodle Border by Lisa Warren, Plugin Virtual Photographer

Um 2008 abençoado, iluminado, repleto de alegria e realizações, para todos nós!!!!

E ano que vem estamos de volta, com meme do Desabafo de Mãe, muitas fotos, scraps, novidades, travessuras da Isadora e verborragia dessa pessoa que vos escreve...;]

sábado, 24 de novembro de 2007

*Made in China*

Essa última semana foi meio complicada, apesar do mega feriado... Na terça feira bateram no meu carro. Sim, bateram porque tem pessoas que acham que a placa de “pare” é um mero enfeite da rua e não precisa ser obedecida...

Saí da casa dos meus sogros, com a Isa, pra ir no “shopping do passarinho”, como ela diz. Não andei 100 metros e no cruzamento, vi o carro do meu lado. Como a criatura estava no pau, não conseguiu parar e pegou na lateral dianteira do meu carro.

A barraqueira aqui, mesmo tremendo que nem vara verde, claaaaro que começou a xingar e a gritar com o cidadão, enquanto a Isadora perguntava: “que foi que aconteceu, mamãe? A marmota bateu no seu carro?”

Foi um belo de um estrago e, claro, estou muito agradecida e feliz de que não tenha acontecido nada comigo nem com a Isa, mas não posso deixar de estar super chateada...

Enfim, está o carro na oficina do padrinho da Isa, à espera da liberação do seguro, e eu, para pânico do Marido Antonio, do outro lado do mundo, estou andando com o carro-nojo-com-roda-gay-que-se-passa-num-buraco-vira-purpurina....

Por falar em Marido, ele me contou que não consegue abrir o blog lá. A internet é controlada e sabe-se lá porque o blog é bloqueado... Realmente.... um blog que se chama “suco de abóbora” deve ser muito perigoso pro governo chinês... vai entender!?

E hoje as fotos não são da Isa não, são lá da terra dos ching-lings:



Quer dizer, só essa aqui que a Isadora tirou especialmente pra mandar pro papai (e eu incrementei usando um plugin fantástico, que serve tanto no PS como no PSP, o Virtual Photographer):

Beijo pro papaizinho!!!


Falando em Isa, recentemente eu tive certeza que acertei na escolha da escola dela... Estava eu conversando com a Tia Ju, na entrada, quando vi um livro sobre crianças índigo. com ela Falei que me interessava muito e ela me falou que todas as professoras tiveram uma palestra sobre o assunto.

Eu simplesmente adorei, afinal é uma visão pouco ortodoxa sobre o universo infantil, mas que eu acho que tem muito haver com todas essas mudanças comportamentais que vêm se demonstrando nas crianças, cada vez mais...

Agora deixa eu ir dar banho na criancinha, que ela está aqui do lado falando que quer ir na Luaaaanaaaaaa....risos....

Bom fim de semana!!!=]

terça-feira, 9 de outubro de 2007

*Tudo agora, ao mesmo tempo*

Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo....

Segunda mais um dos meu filhotes cruzou a Ponte do Arco-íris. Dessa vez foi a Mirella. Estava com diabetes (sim gato também tem, e não, eu não fazia idéia), e por causa de um diagnóstico errado, quando descobrimos foi tarde demais...



Mirellinha foi minha primeira gata. Eu sempre amei gatos, mas nunca pude ter, porque a Niks, minha dobermann simplesmente odiava todo e qualquer felino.

Uns 2 meses depois que eu casei, eu sonhei que tinha encontrado uma gatinha branca e cinza, e tinha dado a ela o nome de Mirella (foi na época do acidente com os Mamonas Assassinas, e a namorada do Dinho tinha esse nome... acho que ficou no meu inconsciente...).

Uma semana depois, em uma noite quente de sábado, estávamos saindo da casa da minha mãe e o que eu vejo, atravessando a rua, correndo atrás de uma mulher? Um gatinho! Gritei pro Marido pegá-la, antes que fosse atropelada. Ele pegou-a, e que surpresa a minha ao ver que era fêmea... e branca e cinza! O nome? Mirella, claro!!!

Lembro que quando eu decidia dormir, ela virava morcega, e saía correndo, do quarto pra sala, e da sala pro quarto, e de novo pra sala, escalava a cortina e começava a miar, porque não conseguia descer... Lá ia eu, tirava a criatura da cortina, esquentava a bun*da dela e lá ia Mirellinha, ronronando, dormir quente....

Uma vez a Isa começou a pegar fogo na hora de dormir e eu perguntei pra ela se ela queria dormir quente igual à Mirella. Pronto, nunca mais esqueceu. Toda vez que ela começa a fazer bagunça na hora de dormir, eu pergunto se ela quer dormir quente e ela emenda: “igual a Mirella...”

Por falar em Isa, ela percebeu a situação e no domingo passou o dia falando “A Milellinha ta dodói... tadinha...”. E hoje ela falou pra mim: “Mamãe, a Milellinha morreu. Ela foi “co” céu, junto com o Papai Noel”...

Ela não tem maturidade pra entender a morte, claro, mas não vou esconder o que realmente aconteceu....

Comecei no CT da Shabby Miss Jenn e estou participando do blog do CT dela... esse é o primeiro LO que eu fiz:


Também ando fazendo alguns kits, templates e convites... mas depois eu posto com calma...

Fora isso, vou começar a trabalhar num escritório segunda feira. Claro, vou continuar com as minhas ações (com a preciosa ajuda da Milena), mas vou trabalhar em horário integral.

Já combinei com a minha mãe, e de manhã Isa fica com ela, na hora do almoço eu a pego (e filo a bóia da mamãe, claaaaro), levo pra escola e à tarde vou buscá-la. O que ajuda é que a escolinha fica no caminho do escritório...

Mas não sei como a Isa vai reagir. Pra falar a verdade, não sei nem como eu vou reagir, pois desde o fim de 2003 eu não trabalho formalmente.

Mas vamos lá. Pra tudo se dá um jeito. Só não tem jeito pro que aconteceu com a Mirella.=(

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

*80 idéias para pais e filhos*



O Tribos de Gaia tem uma lista de idéias para os pais fazerem com os filhos. Com uma pequena adaptação (né, Chrys?), eu trouxe pra cá...

Afinal, como diz a introdução do texto: (...) "é cuidando e educando nossos pequenos que conseguiremos preservar o planeta e garantir um futuro para as próximas gerações. Com esse objetivo, disponibilizamos aqui uma série de materiais e atividades para auxiliar os papais e mamães nessa tarefa".

Que tal aproveitar o final de semana e colocar em prática algumas das idéias?;)

1. Recicle
2. Pule em poças d'água
3. Observe as estrelas
4. Aprenda os nomes das árvores e plantas da sua rua
5. Procure figuras nas nuvens
6. Plante um jardim
7. Cozinhe com seu filho
8. Fale com as árvores
9. Dance
10. Brinque
11. Cante
12. Arrume a casa para receber o Papai Noel no Natal/Yule
13. Arrume casa para receber o Coelho na Páscoa/Ostara
14. Escute suas crianças
15. Chore
16. Adote uma praça, um jardim
17. Nade em um lago ou rio
18. Dê risada
19. Pule e grite
20. Leia histórias
21. Empine uma pipa
22. Faça pintura de dedo
23. Conheça seus vizinhos
24. Vá para a biblioteca
25. Conte histórias
26. Faça um espetáculo de bonecos
27. Fale com suas crianças
28. Construa um castelo de areia
29. Incentive as crianças a ler
30. Ande na chuva
31. Conheça os professores deles
32. Ajude-os com a lição de casa
33. Não os deixe passar muito tempo fazendo a lição de casa
34. Deixe-os brincar do lado de fora da casa
35. Desligue a televisão
36. Sente nos bosques e só observe quietinha
37. Diga "eu te amo"
38. Faça um "feitiço" contra o bicho papão
39. Finja que acredita
40. Faça um livro de colorir
41. Procure por fadas
42. Tire sonecas
43. Reparta
44. Ensine tolerância
45. Abrace
46. Inclua as crianças em programas e conversas
47. Respeite suas crianças
48. Ensine-lhes respeito
49. Fale sobre sentimentos
50. Conheça os amigos deles
51. Pergunte e responda
52. Faça trabalhos manuais
53. Encoraje-os a perguntar
54. Agradeça a mãe natureza pela comida
55. Alimente-os com comida saudável
56. Evite excessos em suas mochilas
57. Torne os erros uma oportunidade para aprender
58. Leia para eles
59. Acredite em magia
60. Arrume tempo para suas crianças
61. Elogie suas realizações
62. Ajude-lhes a estabelecer metas
63. Procure seus interesses
64. Introduza-os a culturas diferentes
65. Prepare-se para ser mãe/pai
66. Seja um bom exemplo para suas crianças
67. Cubra-os na cama antes de dormir
68. Tenha um dia preguiçoso com eles
69. Cave na areia
70. Explore vida selvagem de quintal
71. Não espere que a criança seja um pequeno adulto
72. Deixe-o ser criança
73. Ensine-lhes a fazer seu próprio caminho
74. Fale sobre seus antepassados
75. Conte histórias familiares
76. Tire um final de semana e vá com eles ao campo
77. Ensine-os a respeitar os idosos
78. Saude o Sol ao amanhecer
79. Explique ecologia
80. Respeite as outras religiões

Depois me conta, tá?=)

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

*Festas, festas e festas!*

Sábado tivemos uma noite “Isa-off”. Fomos padrinhos de casamento da Thaís e do Gustavo, e decidimos não levar a Isa.

Ela não gostou nem um pouco. Quando eu expliquei que ela ia ficar com a vovó, porque só ia gente grande, ela ainda tentou argumentar: “Mas eu sou gândi!”

E quando eu apareci pronta, ela olhou pra mim e soltou um “noooossa, como você tá liiinda!”. Nem preciso dizer que saí me achando a própria Lady Di, né?

Enfim, Isadora se conformou e ficou com a minha mãe, deu tchauzinho na hora em que fomos embora e tudo.

Chegamos na igreja e a primeira coisa que todo mundo perguntou foi: “Cadê a Isa”? A explicação? Simples: se ela viesse, só ia se ouvir os berros: “EU QUERO IR COM O PAPAI!!!! ME SOLTA, EU VOU COM A MAMÃE!!! PAPAAAAAAI!!!!! MAMÃÃÃÃE!!!!!” . Melhor não....

A cerimônia foi linda e a festa uma delícia... dançamos até às 2 da manhã! Pra variar, esquecemos de tirar fotos...dããã.... mas tem algumas aí:




E a alegria da Isa no dia seguinte, com os “presentes do casamento”:



Por falar em festa, falta menos de um mês pro aniversário da Isa, já!!! Eu, que sou uma pessoa extremamente apressada, já estou com praticamente tudo pronto...

O buffet está reservado há mais de um ano, a decoração (da Moranguinho) desde março, as lembrancinhas estão prontas desde maio, a fotógrafa (peça essencial à festa, depois do trauma da festa de um ano.. não tenho nenhuma foto que preste!!!) agendada desde o mês passado e a roupa da Isa comprada desde agosto (graças à Thaís, a noiva de sábado, que achou uma fantasia liiinda de Moranguinho em São Paulo, e trouxe pra Isa)...

Acabei a arte do convitinho hoje e já mandei imprimir... agora só faltam os arranjos de mesa e colocar os “jelly beans” nas lembrancinhas.... mas isso vai ser só na semana. Os arranjos porque eu inventei de colocar vasinhos de morangos naturais em cachepôs nas mesas, então vou ter que dar um pulinho no Ceasa e comprá-los praticamente na véspera, e os doces por motivos óbvios....

Ufa! Parece que é tão simples festa de criança, mas não é não! Acho que dá tanto trabalho quanto festa de casamento (guardadas as devidas proporções), e o pior é que quando acaba, eu já enho que começar a pensar na do próximo ano... affff!!!!

E nem me venha dizer que criança não liga, que é besteira uma festa produzida, que um bolinho no fundo do quintal teria o mesmo efeito, que não me convence. Eu SEMPRE vou querer fazer o mais especial possível o aniversário da minha filha.

Claro que é (muito) possível que nem sempre eu tenha condições de fazer uma festa num buffet, mas isso não quer dizer que eu não vá caprichar nos detalhes. Até se eu tiver que fazer um bolinho no fundo do quintal (o que eu duvido que aconteça, porque em casa não tem espaço...risos), pode ter certeza que vai ser especial. Com decoração com o tema que ela escolher, lembrancinha bonitinha pros convidados, mesas enfeitadas, e, claro, brinquedos pra criançada se divertir....

Aliás, já estou pensando nas possibilidades... levando-se em conta o preço absurdo dos buffets, e a “rapa” com a compra da chácara, ano que vem provavelmente vamos ter que usar a imaginação e pensar nas alternativas, e onde e como fazer uma festa super bacana pra Isa... que vai ser das Princesas, conforme a criancinha aqui do lado já me informou...;)

Fazer o quê? Sou uma legítima representante daquela frase: "sou pobre, mas sou fresca"....kkkkk

E agora que já está tudo praticamente pronto pra esse ano, deixa eu começar a pensar o que eu vou fazer no ano que vem....=I

terça-feira, 25 de setembro de 2007

*Perua natureba*

O fim de semana na roça do pato e do pintinho não podia ter sido melhor.... Olha só a folga dos dois:



E quanto a nós, também nos divertimos e descansamos bastante... Uma das minhas coisas preferidas é estender um lençol na grama e ficar lá, deitada, sem fazer nada:



Eu fico lá, ouvindo o rio e os passarinhos e não pensando em absolutamente nada! O que eu fico fazendo? Olhando o céu e ouvindo a natureza...



O vídeo desse momento de paz e tranqüilidade (que algumas pessoas vão achar chato, mas fazer o quê?... risos) taí:




**********

Por falar em natureza, faz tempo que eu estou pra escrever sobre a influência da lua sobre nós. Nada a ver com esoterismo ou misticismo, mas sim com aceitar o poder da natureza na nossa vida...

Se a lua rege as marés, as plantações, e até os partos, porque não seria diferente com a gente? Achei um resuminho na Revista Bons Fluidos, sobre as fases da lua e sua influência sobre a gente:



LUA NOVA

Essa fase representa o recomeço. São dias, portanto, propícios para iniciar projetos, especialmente os que possam dar frutos apenas no futuro ou que não dependam da colaboração alheia. É um bom momento para conhecer gente nova, encontrar um namorado ou estreitar laços com o parceiro. Se quiser melhorar os hábitos alimentares ou começar uma dieta de ganho de peso, o período é esse. Cabelo cortado agora cresce mais devagar.



LUA CRESCENTE

Enquanto a luz lunar caminha para a plenitude, é hora de estruturar os planos que não passavam de sonhos, acelerar o pique e estabelecer acordos e parcerias. O clima de romance se acentua, predispondo as pessoas às conquistas. A vitalidade física aumenta e a fertilidade está em alta, favorecendo a gravidez e os tratamentos de fertilização. Se quiser acelerar o crescimento dos cabelos, corte-os nessa fase.



LUA CHEIA

Momento de obter resultados de ações passadas ou, pelo contrário, tomar consciência de problemas, bloqueios e esforços infrutíferos. Com o brilho lunar em seu ponto culminante, questões indefinidas se resolvem e tudo que estava nas sombras se revela. Há mais sensualidade no ar, favorecendo a sedução e os encontros. O organismo retém mais líquidos, e as dietas de emagrecimento fazem menos efeito. O cabelo cresce forte e volumoso.



LUA MINGUANTE

A fase inspira recolhimento e reflexão sobre atitudes passadas. Momento de organizar a vida e jogar fora o que não serve mais. Relacionamentos amorosos iniciados aqui tendem a se tornar mais intensos, enquanto relações desgastadas podem terminar. Período ideal para abandonar o cigarro e eliminar hábitos prejudiciais à saúde. Nos cabelos, o ritmo de crescimento diminui, o que contribui para preservar o corte.

Outra coisa legal, que eu sempre observo, é o período da lua fora de curso. Não custa nada consultar, e ter certeza que é um bom período para decisões...

Se você se interessou e quer testar se funciona mesmo, a tabela das luas durante o ano todo está AQUI (é só clicar na figura, pra aumentar) e a da lua fora de curso, AQUI.

Eita... mais um pouco eu mudo pra São Tom*é das Letras e viro hippie...=I

*********

Agora eu tenho que cumprir a missão que a Danny me passou: nomear 10 blogs que eu leio e 8 coisas que vocês não sabem sobre mim... então lá vai:

As tais coisas sobre mim?

1- Nasci em Jaú/SP, vim pra Campinas com 3 anos, mudei pra Uberaba/MG, em 85 e voltei em 87 pra Campinas, onde estou até hoje.

2- Ao contrário de muitas pessoas que tem que viver no meio da multidão, eu simplesmente adoro ficar sozinha.

3- Eu nunca gostei do meu nome. Acabei acostumando com ele, fazer o quê?

4- Fiz plástica com 2 anos de idade, porque arranquei uma pinta do meu rosto. Assim. Arranquei e mostrei pra minha tia, como se fosse a coisa mais natural do mundo: Ó tia! A coitada quase enfartou....

5- Não uso sapato nem bolsa pretos. Eu sei que todoooo mundo usa e adora, e eu mesma já usei muitooo, mas hoje eu acho over. Não tenho nenhum. Nem sapato nem bolsa. Prefiro muito mais tons de bege, que como o preto, combinam com tudo...

6- Até os 20 anos eu tinha medo de escuro. Só passou quando meu pai morreu.

7- Às vezes eu ainda acho que meu pai não morreu, e vai voltar.

8- Não gosto de filme de terror. Se eu assisto, depois não durmo. E se durmo tenho pesadelos. Uma vez eu assisti o Ex*orcista 3, e tem uma cena no corredor do hospital, que quem assiste só tem a visão de uma porta. E aí passa uma enfermeira e atrás dela uma estátua do Sagrado Coração de Jesus, sem a cabeça, com os braços estendidos. Fiquei meses tendo pesadelo por causa disso...

Já a parte dos blogs foi mais difícil... hummm....só 10? =(

Eu leio muitoooos blogs... escolhi apenas 3, que são os que eu leio há mais tempo, tipo uns 3 anos ou mais, pra não ser injusta...

1- Perto do Coração
2- Manga Rosa
4- Diário da Blogmãe

E por falar nisso, mais um bloguinho terminado, o da Laila:

Aventuras da Manu

Gostou? Quer um também? Me manda um email...=)

**********

EDIÇÃO DO POST: Você tem orkut? A Isa está concorrendo para ser capa da comunidade *Minha filha ama o Hi-5* (a cara dela...risos)...

Será que você pode dar uma mãozinha e votar nela?;)

O link é esse: http://www.orkut.com/CommPollVote.aspx?cmm=31150423&pct=1190803051&pid=495311956

Brigadinha!!!=)

terça-feira, 11 de setembro de 2007

*Infância perdida*

Esse feriado foi muito bom. Fomos para uma chácara em Valinhos, que já tínhamos reservado desde julho, com 7 casais amigos e as respectivas crias... O fato é que estava tão bom, que acabamos esquecendo de tirar muitas fotos... risos...


(As 3 primeiras fotos são da minha peruinha no cabelereiro, mas eu não podia deixar de colocar... hehehe)

Eu andei pensando muito sobre a infância da Isa, depois de ler a matéria da Pais e Filhos desse mês: a importância de brincar ao ar livre..

Eu costumo dizer que a minha geração foi a última a crescer em liberdade. Eu tive a sorte de poder brincar na rua, pular amarelinha, caracol, jogar mamãe da rua, andar de bicicleta, apertar a campainha dos vizinhos e sair correndo...

Lembro perfeitamente que nas férias, eu saía às 9 horas da manhã de casa e só voltava às 6 da tarde... às vezes aparecia para almoçar, trazendo alguma amiga comigo, às vezes almoçava na casa de alguma amiga.

E sempre voltava pra casa sã e salva, sem que meus pais se preocupassem demais com onde eu estava, ou o que poderia ter acontecido...

Hoje em dia isso é uma utopia. Nossas crianças crescem fechadas, por razões óbvias de segurança. De casa pra escola, da escola pra casa, talvez uma passadinha no clube ou no shopping, mas tudo devidamente monitorado, claro.

Mas, por outro lado, fiquei feliz por estar conseguindo que a Isa cresça tendo, pelo menos, uma sombra da minha infância. Quase sempre ela tem a oportunidade de correr na grama, brincar na terra e na água, seja numa piscina, com o esguicho ou numa poça dágua no quintal.... E se isso significar alguns joelhos ralados, uma porção de terra engolida de vez em quando, ou um espinho no pé, que seja.

Não quero que a minha filha seja uma criança fruto de uma infância artificial, viciada em TV e computador e que só faça programas elitizados. Claro que numa cidade como a nossa, ir ao shopping é atividade praticamente obrigatória, mas nunca a levei num teatro ou ao cinema, por exemplo.

Blasfêmia? De forma alguma. De que adianta eu levá-la pra assistir a duas horas de espetáculo, ou filme, se ela ainda não consegue se concentrar mais que 15 minutos num DVD? Pra eu e ela nos estressarmos? Como costumo dizer, não, obrigada, to bem assim....

Às vezes eu acho que as crianças hoje são muito “precocizadas” (nem sei se é uma palavra, se não for, acabei de inventar...), e com isso, a infância é cada vez mais curta. Alguns pais parecem ter uma ânsia em culturizar demais seus filhos, mostrar que são inteligentes e precoces, o que eu não acho que seja uma coisa boa... adiantar as coisas pra quê? Tudo tem o seu tempo....

Eu me lembro perfeitamente da primeira vez que fui ao cinema... foi para assistir ET. Eu devia ter uns 7 anos mais ou menos e fiquei encantada... Mas, se meus pais tivessem me levado com 1 ano e meio de idade, com certeza eu não lembraria de como foi mágica a primeira vez na frente da telona... Como dizia o meu pai, tem hora pra tudo.

Agora, o que não tem hora, é pra brincar, imaginar, ouvir e contar histórias, se sujar, se divertir, pisar no chão, se molhar na água, viver em contato com animais e plantas....

Um exemplo de como tudo isso faz falta nessa educação cult e fechada: eu e a Isa compartilhamos do mesmo amor aos animais, e minha filha não pode ver um cachorro ou gato, que já quer ir “falar” com ele, fazer carinho, dar comida, diferente de grande parte de crianças da idade dela (ou até maiores), que não pode ver um chiuaua minúsculo, que corre desesperada pro colo da mãe... mas é claro que só poderia ser essa a reação.... a criança teme o que é desconhecido pra ela...

A infância é uma só, e eu acho que a criança tem que ter as melhores recordações desse período único da vida... Eu tenho excelentes memórias, dos natais mágicos, à espera do Papai Noel, das brincadeiras na rua, das chuvas na pracinha, e também dos tombos e das broncas...

Eu penso da seguinte forma: ver TV, mexer no computador, ir ao teatro e ao cinema, minha filha poderá fazer em qualquer idade... mas curtir a infância como criança, ela só pode agora..... Precisamos, como pais, tentar resgatar essa infância perdida para as nossas crianças....

A minha geração pode ter sido a última a ter a infância em liberdade, mas espero, do fundo do meu coração, que a da Isa não seja a última a ter infância....

sábado, 25 de agosto de 2007

*Amanhã é 26...*

Paper e elements Kit Tea Stained Roses by Gail Cook (at HODS), Addon Alpha by Maria Le France, Font Pea Sdflenner


Meu aniversário é amanhã.
Sopro bolhas de sabão
Grandes e coloridas...
Espero que cheguem ao céu

Todas coloridas,
Dentro delas um pedido.
Em cada pedido uma esperança,
Em cada esperança,
Mais um brilho no olhar.

Não custa nada sonhar,
Já aprendi a voar...
As fadas me acompanham,
Os passarinhos cantam,
O sol brilha pra mim.

Que mais posso querer?
Mais um dia da minha vida,
Mais outros que virão...
Sinto no peito uma alegria,
No coração uma saudade,
Pra festejar não tem idade,
Pra amar também não.

Que cheguem coisas boas,
Que se fortaleçam tantas outras,
Que meu amor me acompanhe,
E que a magia esteja sempre presente.

(Poesia de Ká Butterfly)

terça-feira, 21 de agosto de 2007

*Síndrome da Filha Única*

Das muitas síndromes que eu tenho, acho que a pior é a da filha única. Pode parecer uma heresia infinita, mas eu não consigo imaginar alguém que seja filho do meu pai e da minha mãe e que não seja eu.

Claro, eu penso assim porque nunca tive irmãos, então essa é uma realidade distante pra mim. Vira e mexe alguém me pergunta se eu não sentia falta de uma irmã, ou irmão, esse tipo de coisa.

A resposta? Não. Nunca senti falta. Eu tinha (e ainda tenho) uma amiga, a Roberta, que conheci com uns 5 ou 6 anos. Ela também é filha única, e a nossa amizade acabou compensando a falta de “irmandade”, em todos os aspectos.

Quando adolescente, descobri que era muito mais vantajoso ter uma irmã-amiga do que uma irmã-irmã. Não brigávamos por causa de roupas (em compensação, trocávamos à vontade), não tinha horário dividido pra andar na mobilete, que era só minha, não tinha ninguém pra me dedurar pros meus pais, enfim, eu não passava absolutamente nada do que as minhas amigas que tinham irmãs passavam. Foi aí que eu descobri, realmente, que ser filha única era muito mais legal...

Claro que quem tem irmãos, vai achar isso tudo que eu escrevi uma blasfêmia. Ou não (vai saber?!). Mas de qualquer maneira, a minha experiência de vida me fez ver que, eu não ia ser mais feliz tendo irmãos.

Depois que tive a Isadora, eu sofro com outro tipo de pergunta, mais freqüente: se eu vou ter outro filho. A resposta, sempre : não, to bem assim, obrigada!

A impressão que eu tenho é que os pais têm a obrigação de terem outro(s) filho(s). Por quê?

Ouço muito dizer: "quem tem um filho, não tem nenhum". Anhn? Como assim? Não consigo entender essa lógica... Quer dizer que se você tem mais de um filho e (a Deusa o livre e guarde) você perde um, tudo bem, porque tem outro? Não! De jeito nenhum. Cada filho é único pra mãe, mesmo que ela tenha meia dúzia. Por isso não entendo quando ouço essa frase infeliz.

No nosso caso, além de toooodooooo o calvário pra tentar engravidar novamente, hoje tenho a consciência de que não é fácil criar um filho. Seja no aspecto emocional, psicológico ou financeiro. De jeito nenhum.

Eu costumo dizer aos recém-papais, empolgados com aquele bebezinho que só dorme, mama e faz cocô, que esperem até a fase em que a Isadora está neste momento. Se sobreviverem, e ainda assim quiserem ter outro filho, boa sorte! =)

Até hoje, eu não senti nenhum problema em a Isa ser filha única. Ela é uma criança feliz, sorridente, brincalhona e social (e quando quer também é birrenta, manhosa e chorona, mas faz parte), tem vários amiguinhos na escola e fora dela, e não vejo nenhum contra nessa decisão.

Pode ser que daqui há alguns anos eu descubra que esteja errada. Mas ser mãe é isso. Acertar errando e errar acertando, né não?

Mas, de toda forma, a nossa casa transformou-se no Reino Encantado das Filhas Únicas Com Muito Orgulho. E tenho dito.



**Fomos indicadas a Blog 5 estrelas pela . Então, conforme as regras (se seu blog foi escolhido, veja AQUI quais são), os meus 5 blogs indicados são:

Sindrome de Estocolmo
Manga Rosa
Scrapkut
Diario da Blog Mãe
Yalla

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

*Garota Fitness*

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Ainda bem que acabou esse negócio de “Pan”. Tava de saco cheio. Até na Sky tinha trocentos canais especiais pra isso...

Até parece que o Brasil parou pq o tal do Pan foi aqui.... Afff.... Antes que me chamem de antipatriótica, já vou adiantando que nunca fui garota-fitness.... Pelo contrário, eu estava mais pra nerd... Quando tinha janela de aula eu corria pra biblioteca do colégio pra devorar um dicionário imeeenso de mitologia grega que tinha lá....

Até joguei basquete (por incrível que pareça, mas com 13 anos, eu tinha quase a minha altura atual... o problema é que parei de crescer aos 15...), e participei dos intercolegiais, mas nunca tive paaaaixão.....

Também fiz uns 2 anos de ginástica olímpica (essa sim eu gostava), mas como entrei “velha” desisti logo... Meu negócio “físico” sempre foi dança... ballet clássico, moderno, jazz e lógico, dança do ventre.

Assim, assisti, obviamente, ginástica olímpica (quer dizer, artística, porque agora mudou de nome) e ginástica rítmica. E só. Por mim podia só passar isso o tal do Pan inteiro que aí eu ficava feliz...

E por falar em fitness, lá vou eu de novo tentar engatar academia. Agora é por motivo de saúde. Eu tenho um problema de ligamento no joelho direito, desde 1990, quando caí de mobilete (que brochante!).

Há duas semanas o bendito está estrilando, doendo e inchado. Conversei com uma amiga minha, que é fisioterapeuta, e ela recomendou fortalecer a musculatura antes que o negócio piore e eu tenha que fazer cirurgia...

Me empolguei: fisioterapia? Oba, pensei comigo, é só fazer aqueles aparelhinhos por umas duas semanas e pronto! E ela respondeu que não. Trabalho muscular mesmo. Academia!

Aiai.... Como já estou a dias do 3.4, melhor me cuidar... Lá fui eu (levando a Milena à tiracolo porque academia já é um porre, sozinha então, nem se fala) pra tal da Curves, que tem um programa de apenas 30 minutos, 3 vezes por semana. Ideal!

Fizemos a avaliação e começamos amanhã, firmes e fortes (assim espero). Saímos meia hora mais cedo do escritório, vamos pra academia, depois pegamos a Isa na escola. Perfeito.

Assim como quando eu fiquei loira, já aviso: não sei quanto tempo isso vai durar....

*EDIÇÃO DO POST: Acabei de receber esse email! Nem acredito!!!

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terça-feira, 15 de maio de 2007

*Momento Bobeira de Mãe*

Nossa comemoração do dia das mães começou na sexta feira, quando a Isa saiu da escola...

Ela veio toda feliz, me dando beijo e abraço, com o presente na mão, um livro lindooooo ("Para que a minha vida se transforme") com um marcador e um cartão com um desenho que ela fez (“uma boiboleta, mamãe!”):



Mas como nada é perfeito, o Marido Antonio conseguiu estragar esse momento... Como? Existindo....risos...

Nós fomos juntos pegar a Isa na escola e depois que ela me deu o presente e o beijo, olhou pro carro e quem ela viu? O papaizinho!!! E saiu correndo, esquecendo da mãe com o presente na mão e cara de ?.... Pois é...

No sábado fomos pra casa da Thais e a Isa foi vestida de...

Font Zoombie, Elements by Zazou

Aliás, tá difícil aqui em casa... A menina agora só quer vestir rosa e roupas e sapatos que sejam da Barbie, das Princesas, tenham florzinhas ou borboletas... cheguei à conclusão que peruíce é mesmo hereditário...

O almoço do dia das mães foi o mais tradicional possível: com as mães da família (eu, minha mãe e minha sogra...;)... corro o risco de parecer uma tonta, mas a verdade é que eu acho o máximo isso... o que? Eu ser chamada e considerada mãe... risos

Por falar em dia das mães, eu tava assistindo no GNT o documentário “A Vida antes da Vida”, e fiquei mais uma vez maravilhada...

Sempre fico boba com a magia da vida... Olho pra Isa e fico pensando, como é que pode, aquela criancinha de 90 cm e 11,500kg (ela foi hoje na pediatra...risos) ter saído de dentro de mim????

Quando ela entrou era um monte de bolinhas, eu vi!!! E agora, uma criança linda, saudável e feliz... acho que esse é o maior presente que posso ganhar... e todos os dias!!!=)

Font Zoombie, Elements by Melany Violette

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segunda-feira, 16 de abril de 2007

*Partida*

Ontem eu entrei rapidinho no meu email e vi o comentário da Yara, mãe da Maria Eduarda, que conhecemos no Hotel Fazenda lá em Serra Negra, ano passado, e desde então mantemos contato:

“oi valeria tudo bem?passei aqui para lhes deixar um beijinho e te dizer q hoje é um dia muito triste!!! o vini filho da renata faleceu, tão novinho!!! que tristeza,conheci o caso dele aqui no seu blog,comecei acompanhar a luta,a garra da renata,e passei a admira-la muito..e adotando aquela familia como se fosse minha,pegando amor pelo vini e vibrando com o vini a cada suspiro de sobrevivencia,muiiito triste...e passei para lhe falar afinal aqui q eu descobri esta familia,mas... deus sabe de todas as coisas né beijos..”

Foi um choque... Em parte porque o Vinicius era tão bebê, da idade da Isadora, em parte porque parece que passou um filme na minha cabeça, e eu revivi uma situação de 17 anos atrás.

Fiquei 2 dias remoendo o que escrever, sobre esse assunto que mexe tanto comigo....

Eu tinha uma amiga, a Denise. Nos conhecemos na 1ª série e crescemos juntas. Éramos inseparáveis. Vivíamos juntas, dormíamos sempre uma na casa da outra... Uma vez combinamos nossos presentes de aniversário. Ela fazia dia 08 de julho (um dia antes do Marido Antonio) e eu 26 de agosto. O que pedimos? A boneca Quem me Quer. A dela foi devidamente batizada de Valéria e a minha de Denise.... Daí surgiu a idéia de que quando eu tivesse uma filha, ela seria batizada de Denise (e só não foi por causa da promessa que eu fiz, mas aí já é outra história...)

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(Foto da minha primeira comunhão, em 1980 e alguma coisa... a Denise é a loirinha, do meu lado, à direita dela a Aline e à minha esquerda, cortada, a Karim...)

Quando entramos pro colegial, nos distanciamos um pouco, porque eu mudei de colégio, mas ainda mantínhamos contato.

Um dia, recebi um telefonema da Karim, que também está lá na foto (e até hoje minha amiga, mãe da Camilinha, um mês mais velha que a Isa), me avisando que a Denise estava doente.

Liguei pra ela, e lembro das exatas palavras dela, em tom de brincadeira: “você viu o que aconteceu? Tadinha de mim....”. Depois minha mãe conversou com a mãe dela e fiquei sabendo que ela tinha leucemia.

Foi a primeira vez que ouvi falar disso e não tinha consciência da gravidade da situação. O ano era 1990, e transplante de medula só no exterior (e eu nem fazia idéia do que era isso!). Só lembro que logo ela foi internada. Entrou em coma e recebi outro telefonema dizendo que ela tinha morrido, no dia 05 de dezembro. Foram exatos 45 dias, entre o diagnóstico e a sua partida.

Leucemia pra mim, desde então, virou uma palavra maldita. Tanto a Denise como o Vini eram lindos, inteligentes, e saudáveis... acho que é isso o que mais assusta. Essa praga silenciosa vem de mansinho, sem aviso.. e pode acontecer com qualquer um. Podia ser comigo, com você...

Quando fiquei sabendo do caso do Vinicius, tive esperança que ele pudesse vencer essa doença, apesar de saber o quanto ela é devastadora... Pedi por ele, fiz parte de uma corrente enorme de energias positivas pra ele.... Infelizmente, ele não conseguiu, e mais um anjinho subiu aos céus...

Toda partida é dolorosa, e não adianta a gente fingir que sabe a dor que a família está sentindo, porque não sabe. Então, o que podemos fazer é desejar....

Desejar que o Vinicius tenha encontrado paz, assim como a Denise. Que a família dele tenha força nesse momento tão difícil, e que o anjo Gabriel traga um pouco da alegria perdida para esses pais tão tristes...

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quinta-feira, 8 de março de 2007

*Dia da mulher.... e outras cositas!*

Ontem eu fui conhecer a Maria Alice, filha da Pri das Fadas na Maternidade... E lá estava ela, super bem depois de enfrentar uma cesárea porreta, com o Juca no colo, na maior paz...;)

Tirei fotos lindas do Juca com a Mali, fiz uma montagem, porque não podia deixar passar esse momento (estrelinhas by Melany Violette, alpha by Janine Oliveira - kit Lápis de cor), e ganhei lembrancinhas (duas! Valeu, Istamir! risos) lindas... Agora daqui há umas duas semanas, nova visita, combinada com a Rêca...=)

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Sucesso com o peniquinho! Ontem contabilizamos 3 xixis no penico e hoje 1 de livre e espontânea vontade!!!=)

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Ontem também foi o dia de levar animaizinhos na escola da Isa (é o tema de estudo deste mês). Levei a Zamin, e a criançada adorou! Todos queriam passar a mão, fazer carinho... faziam mil perguntas ("Como ela chama?" "O que ela come?" "Cadê o rabo?" "Mãe da Isa, põe ela no chão?"), curiosas e empolgadas com aquela bolinha de pelos...

Na verdade, os únicos bichinhos foram a Zamin e um passarinho...

Essa parece ser mais uma conseqüência da vida moderna: as crianças não tem contato com animais. Lembro de uma propaganda que a mãe pergunta pro filho o que é grande, branco e dá leite... e ele responde, de pronto: a geladeira!

É por aí. As crianças modernas só conhecem os bichos através de televisão, de figuras, ou de vista, na rua. E eu acho isso muito ruim.

Aliás, é muito comum (e eu abomino) certas pessoas que "amam" seus bichinhos de estimação, depois que nasce o bebê, darem logo um jeitinho de sumir com eles... Juro que não entendo essa postura... Aqui em casa a Isa convive com a Zamin desde 1 mês de idade, e com os gatos desde uns 3, e nunca tivemos problema nenhum, pelo contrário.

Várias pesquisas já comprovaram que a relação criança-animal é extremamente benéfica, seja do ponto de vista físico (diminui a incidência de doenças respiratórias) ou emocional (ensina responsabilidade, carinho, compaixão, etc), e isso eu vejo dentro de casa, pela paixão que a Isadora tem pela Zamin, e pelos gatos, em especial pelo Funcho. Um diálogo típico, passando por um outdoor do Anglo, com um leão imenso:

-Mamãe, qué amassa o lião!

-Não pode amassar o leão, Isa!

-Só o Funsso!

-É, só o Funcho!

-Ai, mamãe, "ela" gosta do Funsso! Qué amassa o Funsso!

Só quem não deve gostar muito é o coitado do Funcho amassado...=)

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Ah, se alguém se interessar, eu vou começar a vender produtos da Victoria Secrets, trazidos direto dos EUA... Se você quiser saber mais, clica aqui! ;)

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Por fim, hoje, Dia Internacional da Mulher, eu homenageio a minha menina, que um dia se tornará mulher, e todas as mulheres:

"As flores irradiam a glória e a beleza de Deus-Mãe, pois ela caminha sobre a Terra em cada mulher.

Todos os grandes senhores te reverenciam no dia de hoje, pois eles nasceram do teu ventre.

Além de todos os poderes cósmicos, levas dentro de ti a semente sagrada que provê a vida. Tu és o mais belo pensamento de Deus.

Teu coração é manancial de sabedoria. De teu íntimo brota a força amorosa que nutre, regenera e ressuscita

Neste Dia Internacional da Mulher, dedicado a ti, todos te proclamam como a Senhora da criação e da beleza e admiram a dádiva que é ser mulher!"


(Autor desconhecido)

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(Pronto, Carol! O Lo com a foto que você me ensinou a fazer...;)

Créditos:
Paper by Lynn Grieveson
Elements: Kit Grandmas Attic by Michele Coleman
Fonts: Batang e Pea Deborah

terça-feira, 6 de março de 2007

*Vamos fugir proutro lugar, baby...*

Apesar de ter morado praticamente minha vida toda nesta cidade, não gosto de Campinas. E depois de ter tido a Isadora, esse sentimento piorou.

Ultimamente então, sinto como se vivesse presa dentro de casa. Enjaulada. Claro que para a minha segurança e da minha família...

Eu tive a sorte de poder brincar na rua, soltar pipa com meu pai, pular amarelinha, caracol, brincar de esconde-esconde e pega-pega, pular corda, jogar betsy no meio da rua, andar de bicicleta pelo bairro, sem que a minha mãe ficasse preocupada ou apreensiva: será que eu ia chegar em casa? Cresci com a liberdade que talvez a minha geração tenha sido a última a ter.

E a Isa? Que tipo de infância ela vai ter? De casa pra escola, da escola pra casa. De casa pro shopping, do shopping pra casa. De casa pra casa de algum amiguinho, e da casa dele pra nossa. De casa pra algum lugar fechado e seguro e de volta pra casa. Tudo extremamente bem vigiado. Sem qualquer risco. E sem liberdade.

E eu? Eu também sinto falta. Sinto falta de sentar na frente de casa no fim das tardes de verão e ficar jogando conversa fora com a minha mãe (enquanto, na minha imaginação, a Isa anda de velotrol pela calçada). Sinto falta de pisar na grama, de tomar chuva, de poder ir na pracinha e ficar lá, vendo a Isa brincar...

Já a bastante tempo eu penso em ir embora daqui. Como uma pessoa que definitivamente nasceu no hemisfério errado e que odeia calor (desde que não esteja na praia), obviamente eu queria morar na Europa. Mas como isso está fora de cogitação, eu venho pensando em alternativas.

Eu já pensei em morar em Brasília... em parte porque tenho boas amigas por lá, em parte porque pode-se dizer que é o paraíso dos advogados... e também dos pagãos (eu morria pra participar de um ritual de plenilúnio na Chácara Remanso, da Mirella Faur!)... mas, friamente pensando, é a mesma coisa que trocar 6 por meia dúzia, sem falar que lá não tem campo de trabalho pro Marido Antonio.

A segunda opção seria o sul do país. Quando fui pro casamento da Audrey, eu simplesmente me apaixonei pela Serra Gaúcha... Mas tem um complicado processo logístico pra ir pra lá, principalmente profissional...aiai...

Eu queria morar numa cidade tranqüila (mas tranquila meeeesmo), de uns 20.000 habitantes, com muito verde, muita festa típica e clima ameno....

Apesar disso, tem que ser perto de uma cidade maior e ter um pólo industrial (de preferência uma filial da empresa que o Marido Antonio trabalha), porque alguém precisa trabalhar (e nesse caso, obviamente, é o Marido...risos), mas ainda sim, ter qualidade de vida...

Uma cidade que não vive na parte policial dos jornais nacionais, e cuja notícia de maior repercussão na última semana, no jornal local, foi o pedido de casamento feito via página principal pelo noivo, e que na parte policial, não há a notícia de um assassinato sequer, no último ano....

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Esse lugar existe. Agora só falta eu descobri um jeito de ir morar lá...

**EDIÇÃO DO POST, às 20,41hs: A Isa acabou de fazer o primeiro xixi no peniquinho, êêêê!!!=)

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

*De volta para o futuro*

Como boa virginiana que sou, eu penso muito no futuro. E por vício da profissão, penso sempre em todas as possibilidade, inclusive as piores.

Isso porque, antevendo o que pode acontecer de pior, posso saber o que fazer a respeito, caso venha a acontecer (como disse, um vício bizarro da minha profissão).

Outro dia estava conversando com o Marido Antonio:

- Se eu morrer e você for preso porque me matou, quem fica com a guarda da Isa?
- Como assim, eu te matar???
- Você entendeu o que eu quis dizer... e aí, quem fica com a Isa?
- Sua mãe, ué?!
- Tá. Mas e na hipótese de ela não estar mais aqui?

E antes que ele pudesse concluir, já me adiantei:

- Você sabe que os padrinhos, originalmente, assumiam o “cargo” de serem os pais do afilhado, né?
- Então a Kelly e o Robson...
- Ah, que bom que você pensa como eu! Hoje à noite vou falar com a Kelly e ela aceitando o “fardo”, vamos fazer um documento registrado em cartório pra garantir o futuro da Isa...

Fui falar com a Kelly e primeiro ela me xingou ("Ai, como você é boba de ficar pensando essas coisas!"), mas aceitou muito feliz. Agora vou providenciar o documento.

E antes que falem que isso é mórbido, que eu não tenho que pensar nisso e blá, blá... em minha defesa argumento que o seguro morreu de velho. É batido o ditado, mas é verdadeiro. É claro que a gente não quer que aconteça nada, mas ninguém é eterno, a gente não sabe o que pode acontecer daqui a um minuto, então, melhor garantir que a minha pequena vai estar bem cuidada e em boas mãos... just in case...

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Essa semana a Isadora está estudando o corpo humano... ai, eu posso com isso?

Chegou toda faceiras falando as partes do corpo: “maunssss, péssss, peoço, baíga, cabeça, péinassss”... E ainda trouxe pra casa o contorno da mãozinha dela, hoje:

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E por fim, mais um Lo:

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Esse foi desafio da Trícia, e o primeiro da qual participo! Adorei!!!=)

Créditos: Kit Power to the Flower, Kit Simple Pleasures, Kit Spring Time, Alphadoodle, Freebie Ad Challenge

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

*Fases e fases*

To cansada. Acabei de chegar de Cajuru, terra da minha mãe, pertinho de Ribeirão Preto. Fui levá-la para resolver uns assuntos pras bandas de lá. A Isa? Ficou na escolinha.

Nova experiência pra ela. Acordou às 9, e não foi direto pra minha cama ver Charlie e Lola, como faz toda manhã. Teve que tomar banho rapidinho, colocar uniforme pra às 10 horas estarmos no portão da escola. Ela fez manha, quando entrou, foi direto pra salinha de TV, com o pepê e títi, deitou nas almofadas, mas, pela primeira vez, desde a semana passada, não chorou quando eu saí.

210km mais tarde, minha mãe ligou pra saber como a Isa estava e a tia disse que ela estava superbem, já tinha almoçado (pouco, mas tinha) e estava trocando a fraldinha. A Milena passou por lá um pouco antes de eu ligar, pra vê-la, e a Isa começou a perguntar de mim e aí sim, ela chorou, mas logo se acalmou. Acho que ela ficou pensando: "Bom, se a tia Milena tá aqui, a mamãe também está! Cadê ela???"

Mas está adorando a escola. Agora ela toma banho e janta (bem!) na escola (que alívio, pelo menos está comendo!), já está entrando no ritmo. Então eu acho que a experiência de hoje, de ficar mais tempo, colaborou com isso.

Avisei as tias que o Marido ia buscar a Isa hoje. Ela adorou. Logo que o viu gritou: “PAPAAAAAI!!!”, mas assim que foi pro colo dele perguntou de mim...;)
Depois completou, como faz todos os dias, na saída: "Não picisa sulá. Amanhã 'ela' volta pra icolinha..."

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(Créditos: Kit Bedtime Doodlebugs by Melany Violette . Aliás, estou apaixonada por este site, tem coisas lindas, inclusive freebies! Além de baixá-los, já comprei uns 5 kits... risos)

Descrevendo o temperamento da Isadora... risos... A Milena gostou tanto que quer um pra ela, com o mesmo tema...;)

A viagem de hoje me deu uma certa nostalgia... na estrada vi um outdoor da IAP (indústria de fertilizantes), que eu não via há pelo menos uns 15 anos: IAP, o fertilizante do pai. E me emocionei. Por quê? Porque foi o meu pai que criou esse slogan há mais de 25 anos atrás, quando era diretor da empresa....

A cidadezinha pequena também me lembrou a minha infância.... as mangueiras e jabuticabeiras da casa da tia Luzia, o quintal enoooorme e a casinha simples... pena que todas as fases, inclusive as boas, acabam um dia, né? =(

Ultimamente estou tentando me dedicar mais à arte do scrapbook digital, com o incentivo das queridas Trícia e Carol... Um dia eu chego lá!!!;)

Os últimos LOs que fiz foram o de cima e esse:

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(Créditos: Kit September Sun by Laura Alpuché)

Esse aqui, presente pra Rúbia, mãe do João, foi um verdadeiro desafio... Fazer scrap sem colocar nenhuma florzinha, nem um badulaquezinho??? Não sei se é difícil porque sou mãe de menina, ou se é porque eu sou perua mesmo......risos... mas acabou saindo....;)

Agora deixa eu descansar que estou moída..... Carol e Carlinha (não esqueci “daquilo” não, viu Carla? E não vou desistir....risos), quem sabe a gente se vê na próxima?;)

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

*Ou isto ou aquilo*

Janeiro é o mês mundial das decisões. Todo mundo decide mudar alguma coisa. Mas eu, que sou avessa a mudanças, fico só pensando....

Não sei se faço pós ou se faço outra faculdade. Não sei se presto um concurso ou continuo advogando. Não sei se continuo na área jurídica ou invento outra coisa... Não sei se continuo trabalhando ou viro "do lar"... Não sei mais nada...

Fico só refletindo, analisando, ponderando... será que eu faço?

É bem aquela coisa da poesia da Cecília Meirelles: não consigo decidir o que é melhor, se isto ou aquilo!!!

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(Kit: Eva Kipler)

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

*Lua de Cristal*

Quando eu era criança, o Natal era uma data especial, senão a mais especial do ano. Eu aguardava ansiosamente pelo mês de dezembro.... era época de ajudar a minha mãe a armar a árvore imensa, cheia de bolas coloridas, na sala de casa, brincar com os personagens do presépio (minha mãe fazia questão de armar a cidade inteira, com pescadores, pastores, guardas, etc, etc e etc...), roubar as frutas cristalizadas do panetone, escrever a cartinha para o Papai Noel...

Não sei explicar a sensação natalina, mas era uma coisa quase palpável. As cores, as luzes, o cheiro... ah, o cheiro dos natais da minha infância...

A noite de Natal sempre passávamos com amigos dos meus pais, e, quando chegávamos em casa, o Papai Noel tinha deixado meu presente no quarto! E sempre ele esquecia uma frestinha da janela aberta.... Já o dia, era sagrado. Íamos para a casa da minha avó em Santo André. Tias, primos, o apartamento pequenininho ficava grande com tanta gente... E haja comida. Minha avó fazia um verdadeiro banquete, com peru, leitoa, coelho, cordeiro, e nem me lembro mais o quê....

A ceia mudou, depois que eu cresci. Passávamos a meia-noite em casa, eu, meu pai, minha mãe e o Marido (que naquela época era Namorado Antonio..risos), mas a tradição do dia de Natal na casa da minha avó permaneceu. Pelo menos até 1993.

Em 94, os anjos levaram meu pai pelas mãos. E toda aquela alegria, aquele entusiasmo, aquela magia do Natal simplesmente evaporaram. O primeiro Natal foi o pior de todos e vou fingir que não lembro pra não ter que reler minhas lembranças.... mas a data nunca mais teve a paixão de outrora...

Em 97 ainda comemoramos, mais uma vez, o dia de Natal na minha avó, que era muito espiritualizada e serenamente aceitou a perda dos dois filhos caçulas (meu pai em 94 e meu tio em 97). Tão espiritualizada que anos depois ela previu que não iria ver o bisneto vindo de mim, como não viu. Ela foi encontrar os filhos em 2003...

Pensei que com a chegada da Isa, as coisas, como por encanto, seriam como antes, mas até hoje não. Infelizmente, não sinto mais o arrebatamento natalino. Quase esqueço de armar a minúscula árvore e espalhar enfeites pela casa. A ceia natalina é praticamente uma tortura... eu, que adoro dormir cedo, tenho que me manter acordada até a meia-noite. Hoje acho tudo isso tão besta! Acabo comemorando por obrigação, de verdade.... Esperar a meia-noite pra comer, abrir os presentes, cumprimentar os outros... sinceramente, faço tudo no automático, sem qualquer emoção especial dos natais da minha infância...

Já pensei se eu preciso da visita dos fantasmas dos natais passados, presente e futuros, como na história.... Será?

Bom, na manhã natalina eu recebi a visita do espírito do Natal presente e quando a Isadora viu o pacote que o Papai Noel tinha deixado na porta do quarto dela, senti uma pequena chama de alegria dentro de mim... talvez eu consiga um dia resgatar o espírito natalino que deve estar adormecido em alguma parte do meu coração... talvez nesse ano que está começando.... talvez...

Pois é. O ano acabou de começar e eu estou aqui a refletir. 2006 não foi dos melhores anos... também não foi dos piores, mas poderia ter sido muito, muito melhor. Foi um ano de decepções, angústias, tristezas... mas também foi um ano de alegrias, embora não muitas... Não vou aqui ficar fazendo uma lista das coisas boas e ruins que me aconteceram, mas, com toda certeza, espero que 2007 seja melhor, em vários aspectos.

Nossa passagem de ano foi tranqüila, com muita chuva, de branco, bebendo meu ponche da sorte, com muita esperança nos 365 dias que estão por vir (como diz a letra da música da Xuxa: “tudo pode ser, só basta acreditar, tudo que tiver que ser, será... Tudo que eu fizer, eu vou tentar melhor do que eu já fiz, esteja o meu destino, onde estiver, eu vou buscar a sorte e ser feliz”)...

Aliás esse é o 17º ano novo que eu e o Marido Antonio passamos juntos... O primeiro cumprimento, o primeiro beijo, sempre foi entre nós 2... de 3 anos pra cá, se estende a nós 3...

Isadora se divertiu muito, agüentou firme até às 2 da matina, quando tivemos que nos retirar para o aconchego do nosso lar....Um dos incovenientes de quem decide passar o reveillón em família.... risos... mas os prós superam os contras....=)

É isso! Se amanhã não chover vamos começar o primeiro dia útil do novo ano indo pro Wet´n Wild... ôba!!! Como é que é mesmo a simpatia do ovo em cima do muro??? risos

Alguns momentos das festas de final de ano:

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